domingo, 2 de outubro de 2011

GANHOS, PERDAS E ESCOLHAS


Ouvindo vários relatos sobre processos de coaching e também analisando aqueles que conduzo, percebo o quanto as pessoas se cobram ou cobram outras pessoas por grandes feitos, grandes mudanças e grandes transformações.
Como coaches temos expectativas de ganhos expressivos do processo de coaching. Como coachees (clientes) não reconhecemos as evoluções por parecerem insignificantes. E, como seres humanos únicos e particulares que somos, deixamos de sentir, viver e reconhecer os pequenos e fundamentais estímulos às mudanças que queremos em nossas vidas.
Para entender os ganhos e perdas de nossa trajetória na vida, é necessário despir-nos do ego e olharmos com simplicidade para o que somos, o que queremos e, porque não, o que sonhamos. A iniciativa de realizar uma viagem ao centro de nós mesmos já é em si uma vitória, já que cada vez mais nos distanciamos de nossa essência, alimentando um sentimento de vazio e falta de sentido.

 JOSEPH CAMPBELL – A TRILHA DO HEROI

Uma linda colega de coaching, a Lilian Simões, me deu um texto de Joseph Campbell, a Trilha do Herói, que diz: “Não precisamos evitar o risco da aventura, pois os heróis de todos os tempos já a enfrentaram antes de nós. O labirinto já é conhecido em toda sua extensão. Temos apenas que seguir a trilha do herói. E lá, onde temíamos encontrar algo abominável, encontraremos um Deus. E lá, onde esperávamos matar alguém, mataremos a nós mesmos. Onde imaginávamos viajar para longe, iremos ao centro de nossa própria existência. E lá, onde esperávamos estar sós, estaremos na companhia do mundo todo.”
Campbell nos tira da fácil complexidade de buscar a realização pessoal no que está fora e nos escancara a difícil tarefa de olharmos nos espelhos de nossa própria alma, para nos entregar a única e verdadeira luta que temos: conquistar o que nos faz verdadeiramente humanos e felizes.
Por isso, é preciso olhar para os pequenos ganhos e não apenas para as grandes perdas. Por isso, é importante nos atentarmos para os nossos movimentos e o que eles estão nos trazendo de bom e ruim. Somos todos Um e, ao mesmo tempo, somos todos Diferentes, simples e difícil assim. Queremos e podemos tudo que está ao alcance de nossos olhos e desejos, pois se vemos é porque reconhecemos como nosso também.
É preciso aceitar que a estrada é longa e que, o mais importante, são os passinhos que damos e não a linha de chegada propriamente. A viagem é escolha nossa! A estrada, o destino, o tempo dedicado a cada etapa, a agruras e as alegrias, tudo é resultado de nossas escolhas. Olhe e veja. Pare e pense. Siga e construa seu mundo com a consciência de que realmente tudo está ao seu alcance, basta escolher.

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