sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Transforme suas crenças para transformar sua vida

O que acreditamos sobre nós mesmos, sobre os outros e sobre o mundo, determina a vida que experimentamos. Crenças limitantes impedem que as pessoas façam o que é necessário para alcançar seus objetivos. Em contrapartida, crenças fortalecedoras possibilitam a concretização de sonhos e a superação de obstáculos.
Jael Coaracy

Aquilo em que se acredita acaba por tornar-se realidade. Para o bem ou para o mal, nossas crenças determinam as experiências que vivemos.

É que o universo funciona como um espelho, onde cada um vê refletido o resultado das próprias criações.

Não há como escapar da colheita dos próprios atos. Quando alguém não está gostando do modo com a vida está acontecendo, precisa, antes de tudo, rever suas atitudes.

Mas o que faz com que alguns tenham atitudes que os levam aonde querem estar, e outros fiquem patinando no mesmo lugar?

As crenças que temos sobre nossas possibilidades estão na base das nossas atitudes.

O que acreditamos sobre nós mesmos, sobre a vida e sobre as outras pessoas tem têm influência determinante nos nossos pensamentos, emoções e atitudes.


Transformando crenças para transformar a vida

Para conseguir levar adiante as atitudes que nos levarão à concretização dos nossos sonhos, é necessário conhecer as crenças que estão nas raízes do nossos padrões de comportamento.

Por isso, nunca é demais lembrar que a única forma de mudar o que não está funcionando é transformando a si próprio.

Entrar em contato com crenças que estão escondidas em nosso interior, devemos investigar a origem do que nos orienta na vida.

Uma das formas de fazer isso é perceber quais são as suas regras de vida. O que você acha que as outras pessoas têm que fazer, quais são as suas exigências em relação a si mesmo e aos outros?

Essas normas individuais, em geral, herdadas da família e do ambiente onde se viveu durante a infância e adolescência exercem grande influência sobre o que alcançamos na vida.

Por exemplo, existem famílias que ensinam a seus filhos que é "feio" ser expansivo; ir em busca do que se quer; almejar ter dinheiro; etc.

Enquanto a pessoa não examina o que a detém na busca da felicidade, continuará refém de crenças das quais nem mesmo tem consciência.


Cuidado com crenças limitantes

A chave para isso é entrar em contato com o seu interior e buscar o auto-conhecimento.

Conflitos e dificuldades são, em geral, provocados pela própria pessoa que os experimenta, ainda que não tenha consciência disso.

Quando alguém se dispõe, por exemplo, a fazer uma dieta, mas não acredita que terá força de vontade, não conseguirá emagrecer.

A história está repleta de exemplos de pessoas que superaram limitações de toda espécie e alcançaram os seus objetivos, simplesmente porque acreditaram.


Quais são suas crenças?

Você já parou para pensar nas crenças que carrega com você?
Essas crenças dão ou retiram seu poder?
Muitas das crenças que carregamos conosco nos foram passadas por nossos pais e pessoas influentes em nossa vida. Elas se estendem para várias áreas de nossas vidas. Elas podem ser crenças sobre quem somos, sobre o que podemos fazer, sobre como os outros pensam, sobre o dinheiro etc.
Quando passamos a compreender melhor nossas crenças, começamos a ver o mundo de outra forma. Começamos a questionar se aquela crença é realmente verdade ou simplesmente algo que escolhemos acreditar para nos mantermos em nossa zona de conforto.
Hoje vi um texto bem interessante sobre a crença de que “dinheiro não nasce em árvore”. O texto era o diálogo entre mãe e filho e decorreu assim:
- Mãe, me da 10 reais?
- Filho, você está pensando que dinheiro nasce em árvores?
- Mãe, dinheiro é feito de que?
- De papel, meu filho.
- E o papel vem de onde?
- Das árvores…
Sei que isso pode parecer uma piada bem infantil, porém o processo de quebra de uma crença é tão simples como este. Tudo o que precisamos é colocar em cheque aquilo que acreditamos até compreendermos se é realmente verdade ou simplesmente algo que preferimos acreditar já que nos mantém em uma zona de conforto.
Uma boa parte de nossas crenças está ligada diretamente ao dinheiro ou ao poder financeiro. É comum ver as pessoas se referirem ao mesmo das seguintes formas:
1)      Dinheiro não nasce em árvore;
2)      Dinheiro é o mal do mundo;
3)      Pessoas ricas são inescrupulosas;
4)      Dinheiro não compra felicidade;
5)      Ganho dinheiro com muito suor;
6)      Lutei muito para conseguir comprar isso;
O mais engraçado é que as pessoas querem exatamente o contrário de suas crenças. Todas as pessoas que conheço querem mais dinheiro para poder ter uma vida mais confortável. Agora, como elas conseguirão ter uma vida mais confortável se a crença delas em relação ao dinheiro é negativa? O que acaba acontecendo, de forma consciente ou inconsciente, é elas se auto-sabotarem. Como a crença delas é que o dinheiro é ruim, tudo relacionado a ele será rejeitado. Assim, mais contas aparecerão, o carro quebrará mais vezes, elas comprarão mais do que podem pagar, não farão investimentos, não procurarão desenvolver sua educação financeira, não procurarão evoluir no trabalho para terem mais responsabilidades e assim aumentar suas receitas e assim por diante.
Há algum tempo escrevi sobre nossos 6 níveis neurológicos. Crenças e Valores é o nível mais próximo de nossa identidade, nosso eu interior. Muitas vezes confundimos aquilo que somos com aquilo que acreditamos que somos. Com esta proximidade, é possível perceber o quão importante nossas crenças são. São elas que determinam o que podemos e o que não podemos fazer. São elas que determinam nossa existência.
Se você acredita que pode ou se acredita que não pode, das duas formas você estará certo. – Henry Ford
Aproveite o dia de hoje para observar suas crenças.
Será que elas lhe estão sendo úteis?
Será que elas estão lhe potencializando? Ou estão tirando seu poder?
O que aconteceria se você começasse a duvidar de suas crenças?
E se você começasse a testá-las para saber se são realmente verdade ou simplesmente “coisas de sua cabeça”?
Faça o teste e depois compartilhe suas percepções em nossa área de comentários.
Forte Abraço,
André Cruz


domingo, 20 de novembro de 2011

Esclarecimentos sobre comercialização de Aloe vera (babosa) e suas avaliações de segurança realizadas na área de alimentos da Anvisa

Informe Técnico nº. 47, de 16 de novembro de 2011. 
Assunto: Esclarecimentos sobre comercialização de  Aloe vera  (babosa) e suas 
avaliações de segurança realizadas na área de alimentos da Anvisa. 
I. Introdução 
Babosa é o nome comum para as espécies vegetais:  Aloe ferox  Mill. e seus híbridos 
como Aloe africana Mill. e Aloe spicata L. f.; Aloe vera (L.) Burm. F. (sinonímia: Aloe 
barbadensis Mill.). De acordo com Tanaka  et al. (2006), da numerosa variedade de 
espécies conhecidas de Aloe, a Aloe barbadensis Miller (Aloe vera) é a mais utilizada. 
O consumo de produtos a base de plantas segue uma tendência crescente, possivelmente 
associado à percepção do consumidor de que os produtos menos industrializados 
(também classificados como naturais) são sinônimos de bem estar e qualidade de vida. 
Nem sempre essa percepção está correta e, às vezes, novas evidências científicas levam 
à revisão de práticas e hábitos. Por exemplo, Silvera et al. (2008) ressalta o aumento no 
número de reações adversas notificadas nos Estados  Unidos, no Reino Unido e no 
Japão, sendo associadas ao uso de plantas medicinais. Entretanto, a ocorrência de 
reações adversas pode ser muito maior em função da baixa taxa de comunicação destas 
aos órgãos de saúde, conforme relatado em pesquisa  feita pelo  Food and Drug 
Administration (FDA) (Walker, 2000). 
No Brasil, produtos à base de  Aloe vera de uso tópico estão autorizados como 
fitoterápico para cicatrização. No entanto, não há  registro de medicamento a base de 
Aloe vera para uso oral (Carvalho, 2008). 
Ademais, produtos a base de Aloe vera não possuem tradição de consumo no país como 
alimento e, portanto, devem ser avaliados quanto a sua segurança de uso na categoria de 
novos alimentos.  
De acordo com a Resolução n.16/1999, novos alimentos são aqueles sem tradição de 
consumo no país, aqueles que contenham novos ingredientes, aqueles contendo 
substâncias já consumidas e que, entretanto venham a ser adicionadas ou utilizadas em 
níveis muito superiores aos atualmente observados nos alimentos que compõem uma 
dieta regular. 
Apesar de a Anvisa não registrar ingredientes alimentares, a segurança dos “novos 
ingredientes” deve ser comprovada com base na Resolução n. 17/1999, por meio do 
encaminhamento de documentação técnico-científica à Anvisa (código do assunto da 
petição: 404). 
Ressalta-se que de acordo com o artigo 56 do Decreto-Lei nº. 986/69 os produtos com 
finalidade terapêutica ou medicamentosa não são considerados alimentos. 
II. Objetivo 
Informar sobre a ausência de comprovação da segurança de uso de produtos à base de 
Aloe vera como alimento e dar subsídios às ações de vigilância sanitária relacionadas a 
esses produtos. 
III. Histórico do produto no país A Anvisa já analisou petição de registro de alimento a base de  Aloe vera, mas a 
documentação científica apresentada foi insuficiente para demonstrar a segurança de 
uso. Além disso, os artigos científicos constantes  da petição traziam efeitos 
medicamentosos para a Aloe vera. Assim, a petição foi indeferida e até o momento não
há produtos a base de Aloe vera aprovados na área de alimentos. 
Suco é uma categoria de alimento de competência do  Ministério da Agricultura, 
Pecuária e Abastecimento (MAPA). Portanto, para regularização de suco contendo Aloe 
vera, as empresas devem inicialmente protocolizar na Anvisa a petição referente à 
solicitação de avaliação de segurança de uso de novo ingrediente. Após conclusão da 
análise, a Anvisa envia resposta da avaliação para  a empresa, com cópia para a área 
competente do MAPA. Esclareço que o Informe Técnico n. 27, de 15 de junho de 2007 
dá orientações sobre os documentos necessários para avaliação do risco e segurança das 
espécies vegetais para uso em bebidas não-alcoólicas. 
Tanto Anvisa quanto MAPA têm orientado às empresas com interesse na importação ou 
produção de suco de Aloe vera que as mesmas devem solicitar a avaliação de segurança 
do produto ou ingrediente Aloe vera junto a Anvisa e, caso comprovada a segurança de 
uso, regularizar o produto junto ao MAPA na categoria de sucos. 
Algumas empresas de bebidas que estão regulares perante o MAPA tem utilizado o 
número de registro do estabelecimento nos rótulos de suco de  Aloe vera  e os 
consumidores estão sendo induzidos a adquirir o suco de Aloe vera como um produto 
regularizado, por constar o número de registro do estabelecimento no MAPA. A 
informação do número de registro do estabelecimento constante da rotulagem não se 
constitui em infração sanitária, visto que de acordo com a legislação desse Ministério as 
empresas devem colocar essa informação no rótulo. No entanto, a comercialização do 
produto suco de  Aloe vera está irregular, pois o ingrediente utilizado necessita de 
avaliação da segurança de uso pela Anvisa prévia a comercialização. 
Com a finalidade de impedir a entrada de produtos que não possuem histórico de 
consumo como alimento no país, em meados de 2007 o MAPA retirou a anuência para 
os sucos de noni e Aloe vera.  
Corroborando com as ações do MAPA, a Anvisa emitiu  comunicado aos órgãos de 
vigilância sanitária pertinentes solicitando a coibição da comercialização de produto 
importado à base de  Aloe vera, bem como foi solicitado à Gerência-Geral de Portos, 
Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados (Anvisa) a adoção das medidas 
cabíveis, para coibir o ingresso desses produtos no país e para verificar o cumprimento 
da legislação sanitária vigente. Essas ações resultaram em abertura de processos 
sanitários para apurar as irregularidades encontradas. 
IV. Segurança de uso 
A avaliação da segurança de uso prévia a comercialização de novos alimentos e novos 
ingredientes é um procedimento legal estabelecido pela ANVISA na Resolução n. 
17/1999. Os produtos classificados como novos alimentos e ou novos ingredientes, de 
acordo com a Resolução n. 16/1999, devem seguir esse procedimento. 
A necessidade de uma avaliação de segurança fundamentada cientificamente é reforçada 
pela ampla literatura científica disponível que relata diversos efeitos adversos induzidos pelo consumo de produtos ditos “naturais” que não foram submetidos a uma avaliação 
de segurança criteriosa.  
Atualmente não há produtos a base de Aloe vera aprovados na área de alimentos pela 
Anvisa, visto que as evidências científicas encaminhadas foram insuficientes para 
comprovar a segurança de uso. Ademais, observa-se ausência de estudos toxicológicos 
adequados, bem como falta de padronização ou especificação adequada do ingrediente. 
Apesar de haver histórico de consumo como fitoterápico, esse está limitado ao uso 
tópico. 
A  Aloe vera contém derivados antracênicos (Falkenberg, 2007),  enzimas superóxido 
dismutase, alcalóides e antraquinonas (Kwack  et al., 2009). No gel de  Aloe  vera, os 
carboidratos (polissacarídios) são os principais componentes e compreendem 
aproximadamente 20% dos sólidos totais nas folhas da Aloe vera. Além disso, existem 
vinte proteínas de distintas classes, associadas com o polissacarídeo (Sturbelle  et al., 
2010). Entre os principais componentes químicos das folhas de Aloe vera se encontram 
derivados da 1,8 dihidroxiantraquinona. Estes são encontrados em sua forma livre (aloeemodina, ácido crisofámico) e como C-glucosideos e  ramnosideos, entre os quais se 
destacam a barbaloína e isobarbaloína e os aloinosideos A e B, que originam aloeemodina-antrona como aglicona ao hidrolizar-se. 
No entanto, não há um padrão na composição dos produtos a base de Aloe vera, pois há 
grande diversidade na forma de obtenção desses produtos. 
A toxicologia da  Aloe vera ainda não foi sistematicamente estudada. Os estudos 
toxigenéticos são importantes na investigação de provável indução de danos genéticos. 
Sabe-se que tanto o antraceno como a antraquinona, compostos presentes na Aloe vera, 
são mutagênicos (agente físico, químico ou biológico que, em exposição às células, 
pode causar mutação) de acordo com o teste de Ames  (Sturbele  et al., 2010). Além 
disso, Silveira  et al. (2008) comentam que a  Aloe vera apresenta produtos de 
biotransformação potencialmente tóxicos, assim não possuem efeitos somente imediatos 
e facilmente correlacionados com sua ingestão, mas também efeitos que se instalam em 
longo prazo e de forma assintomática, podendo levar a um quadro clínico severo, 
algumas vezes fatal.  
Sturbele et al. (2010) avaliaram o efeito mutagênico da solução de Aloe vera em dois 
sistemas de testes, um em planta e o outro em humano, considerando que uma 
substância pode produzir resultados diferentes em diferentes sistemas-teste. As soluções 
foram preparadas da mesma forma e de acordo com a dosagem usada pela população 
(40ml/L) e, ainda, numa concentração dez vezes maior, para avaliar se essa alta 
dosagem pode ter efeito tóxico ou mutagênico. Observou-se que na dose usual, a 
solução de Aloe vera não foi mutagência para o sistema vegetal e nem para o sistema 
humano de teste. Já na dose dez vezes mais concentrada provocou um efeito citotóxico 
e mutagênico em Allium cepa e, portanto, essa concentração não foi utilizada em células 
humanas.  
De acordo com Falkenberg (2007), os efeitos adversos e tóxicos de produtos contendo 
derivados antracênicos podem envolver alterações morfológicas no reto e cólon, tais 
como fissuras anais, prolapsos hemorroidais e outras alterações que não regridem 
espontaneamente, exigindo intervenção cirúrgica. Também podem ocorrer processos 
inflamatórios e degenerativos, com risco de redução severa do peristaltismo, o que pode conduzir a atonia (perda do tônus muscular intestinal). A redução do tônus intestinal 
leva frequentemente ao uso crônico e abusivo de laxantes, instituindo-se, assim, um 
círculo vicioso. Essas lesões na mucosa do cólon têm sido associadas à elevação do 
risco de carcinoma colorretal. Embora o uso de laxantes antraquinônicos por curtos 
períodos seja em geral considerado seguro, o seu uso em longo prazo é contra-indicado. 
Os efeitos adversos observados com o uso de produtos contendo antraquinona não se 
limitam ao trato gastrointestinal. Yang  et al. (2010), Curciarello  et al. (2008) e 
Bottenberg et al (2007) relatam casos de toxicidade hepática induzida pelo consumo de 
Aloe vera. Ademais, Pigatto e Guzzi (2005) relataram caso de hipotiroidismo associado 
ao consumo de suco de Aloe vera. Além disso, Silveira et al. (2008) recomendam que 
produtos a base de Aloe vera não sejam usados por via oral em doses muito altas, pois 
pode elevar o consumo de antraquinonas que possuem ação nefrotóxica, podendo causar 
crise severa de nefrite aguda, conforme relatado por Luycks et al. (2002). 
Bottenberg et al  (2007) relata o caso de hepatite possivelmente induzida pela ingestão 
de cápsulas  Aloe vera conforme avaliação pela escala de probabilidade de Naranjo. 
Quando utilizado o método  Roussel Uclaf Causality Assessment Method (RUCAM) 
para determinar a hepatoxicidade da droga, o uso de Aloe  vera foi considerado como 
causa provável para os sintomas do paciente. A paciente relatou que fazia uso de 
cápsula, constituída de 500mg de folhas de Aloe vera em pó, há cinco anos a cada dois 
ou três dias para constipação. A função hepática melhorou com a descontinuação do uso 
do produto. 
Curciarello  et al. (2008) relataram caso de hepatite aguda grave sendo o consumo de 
Aloe vera considerado como causa provável pela escala de CIOMS (Council for 
International Organizations of Medical Sciences), método para avaliação da casualidade 
de reações adversas a drogas, e como causa possível pela escala de Maria e Victorino 
(1997). Neste caso, o paciente fazia uso de preparação caseira de chá das folhas de Aloe 
vera há três anos de forma esporádica para melhorar a digestão e nas últimas quatro 
semanas que antecedeu sua admissão no hospital vinha fazendo o uso diário e várias 
vezes ao dia. Observou-se que com a internação e a subseqüente interrupção do uso de 
Aloe vera houve melhora do quadro clínico. 
E, ainda, Yang et al (2010) descreveram três casos de hepatoxicidade relacionadas ao 
consumo de produtos de Aloe vera. Utilizou-se o método RUCAM para determinar a 
hepatoxicidade da droga e em um dos casos a relação de causalidade entre o consumo 
do tablete de aloe e a hepatite tóxica foi considerada como “definitiva”. Nesse caso, 
uma mulher de 62 anos com histórico de fadiga, sem  consumo de álcool ou drogas, 
vinha consumindo aloe em pó (420mg de um extrato de Aloe vera) por cerca de três 
meses antes da admissão. O exame clínico revelou icterícia. Exames laboratoriais 
mostraram anormalidades nas transaminases, fosfatase alcaliana e bilirrubina total. A 
biópsia do fígado revelou severas infiltrações lobulares e portal de neutrófilos e 
monócitos, muitos corpos acidófilos e alteração da célula globular no lóbulo hepático, 
além de estase biliar e células de Kupffer coradas de bile. O uso do extrato de aloe foi 
descontinuado e as transaminases retornaram a valores normais gradativamente. A 
paciente foi orientada quanto ao efeito hepatotóxico do produto, mas retornou a fazer 
uso do produto e um mês depois foi readmitida com quadro de hepatite. 
Nos outros dois casos relatados por Yang et al (2010), a relação de causalidade entre o 
consumo de tabletes de aloe e o dano hepático foi considerada “provável” pelo método RUCAM. Uma mulher de 57 anos com histórico de dois  meses de dispepsia 
(dificuldade de digestão), sem consumo de álcool e  com uso de medicamentos para 
artralgia (doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo) intermitente por 
muitos anos, tinha consumido tablete de aloe (250mg de um extrato de  Aloe 
arborenscens e 28,5mg de um extrato de Aloe vera) por cerca de seis meses antes da 
admissão. O exame clínico estava normal, mas com anormalidade laboratorial para 
transaminases e fosfatase alcalina. Ultrassonografia abdominal mostrou redução da 
ecogenicidade do fígado, sem dilatação dos ductos biliares intra ou extra-hepáticos. A 
biópsia do fígado revelou moderadas infiltrações portal de eosinófilos, neutrófilos e 
monócitos. Houve infiltração de células inflamatórias e corpos acidófilos no lóbulo 
hepático. O uso de tablete de aloe foi descontinuado e tanto as transaminases quanto a 
bilirrubina total foram gradativamente retornando a níveis normais durante algumas 
semanas. 
No outro caso apresentado por Yang et al (2010), cuja a relação de causalidade entre o 
consumo de Aloe vera e o dano hepático foi considerada “provável”, uma mulher de 55 
anos com histórico de desconforto epigástrico de 3 meses, sem consumo de álcool ou 
drogas, estava consumindo extratos de  Aloe vera por cerca de cinco meses antes da 
admissão. O exame físico estava normal, exceto pela sensibilidade na região epigástrica. 
Apresentou anormalidade laboratorial para transaminases e fosfatase alcalina. 
Ultrassonografia abdominal mostrou aumento da ecogenicidade do fígado, sem 
dilatação dos ductos biliares intra ou extra-hepáticos. O uso de extrato de aloe foi 
descontinuado e em cinco dias a função do fígado estava normal. 
Ademais, um caso de hipotiroidismo associado ao consumo de suco de  Aloe vera foi 
relatado por Pigatto e Guzzi (2005). Nesse caso, uma mulher trocou tratamento 
tradicional com corticosteróides por terapia alternativa com  Aloe vera, fazendo uso 
tanto tópico quanto oral (10 ml de suco de Aloe vera por dia durante 11 meses). A 
paciente apresentou desconforto e cansaço injustificável. Exames laboratoriais 
mostraram diminuição dos hormônios tireoidianos com relação a exames anteriores e 
inferiores também às faixas saudáveis. A paciente suspendeu o uso de  Aloe vera e, 
então, observou-se melhora no quadro clínico e retorno das concentrações séricas de 
hormônio tireoidiano a níveis normais após seis meses de acompanhamento. 
Além disso, Luyckx  et al. (2002) relataram um caso de insuficiência renal aguda 
provavelmente associada ao consumo de preparação a  base de  Aloe capensis, 
caracterizada analiticamente pela presença de aloesin e aloeresin A. Um homem utilizou 
tal produto como laxante pelo menos três vezes no mês que antecedeu sua admissão no 
hospital com histórico de dor abdominal, vômito, diarréia e sem urinar nos últimos 
quatro dias. O paciente foi diagnosticado com insuficiência renal aguda e disfunção 
hepática leve. 
V. Considerações Finais 
As evidências científicas avaliadas até o momento não comprovam a segurança de uso 
dos produtos contendo  Aloe vera como alimento. Em virtude dos diversos relatos de 
casos adversos, a utilização de  Aloe vera como alimento ou ingrediente alimentar 
necessita de criteriosa avaliação de sua segurança previamente a comercialização. Portanto, com o intuito de proteger e promover a saúde da população, os produtos 
contendo Aloe vera não devem ser comercializados no Brasil como alimento até que os 
requisitos legais que exigem a comprovação de sua segurança de uso sejam atendidos. 
A avaliação de segurança de uso de  Aloe vera deve ser conduzida com base nas 
Resoluções n. 16/1999 e 17/1999. Além disso, deve-se observar o Informe Técnico nº 
27, de 15 de junho de 2007, que dá orientações sobre os documentos necessários para 
avaliação do risco e segurança das espécies vegetais para uso em bebidas nãoalcoólicas. 
VI. Referências 
ANVISA. Informe Técnico n. 27, de 15 de junho de 2007. Orientações sobre os 
documentos necessários para avaliação do risco e segurança das espécies vegetais para 
uso em bebidas não-alcoólicas. Disponível em: www.anvisa.gov.br/alimentos/informes 
técnicos. Acesso em: 09 de nov. de 2011. 
BRASIL. Decreto-Lei nº. 986, de 21 de outubro de 19. Institui normas básicas sobre 
alimentos. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 21 out. 1969, Seção 1. 
BRASIL. Resolução n. 16, de 30 de abril de 1999. Aprova o Regulamento Técnico de 
Procedimentos para registro de Alimentos e ou Novos Ingredientes, constante do anexo 
desta Portaria. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 03 dez. 1999, Seção 1. 
BRASIL. Resolução n. 17, de 30 de abril de 1999. Aprova o Regulamento Técnico que 
estabelece as Diretrizes Básicas para a Avaliação de Risco e Segurança dos Alimentos. 
Diário Oficial da União, Brasília, DF, 03 dez. 1999, Seção 1. 
Bottenberg MM, Wall GC, Harvey RL, Habib S. Oral Aloe vera-induced hepatitis.  Ann 
Pharmacother 41(10):1740-3, 2007. 
Carvalho ACB, Balbino EE, Maciel A, Perfeito JPS. Situação do registro de 
medicamentos fitoterápicos no Brasil. Revista Brasileira de Farmacognosia 18(2):314- 
319, 2008. 
Curciarello J, Ortúzar S, Borzi S, Bosia D. Hepatitis aguda grave associada al consumo 
de te de Aloe vera. Gastroenterol Hepatol 31(7):436-8, 2008. 
Falkenberg LB. Grupos de metabólitos vegetais: Quinona. In: Simões CMO, Schenkel 
EP, Gosmann G, Mello JCP, Mentz LA, Petrovick PR (Org). Farmacognosia da planta 
ao medicamento. Porto Alegre: Editora da UFSC, 2007. p.675. 
Kwack SJ, Kim KB, Lee BM. Estimation of Tolerable Upper Intake Level (UL) of 
Active Aloe. Journal of Toxicology and Environmental Health, Part A, 72: 1455–1462, 
2009. 
Maria VAJ, Victorino RMM. Development and validation of a clinical scale for the 
diagnosis of drug-induced hepatitis. Hepatology 26:664-9, 1997. 
Pigatto PD, Guzzi G. Aloe linked to thyroid dysfunction. Archives of Medical Research
36(5):608, 2005. Silveira PF, Bandeira MAM, Arais, PSD. Farmacovigilância e reações adversas às 
plantas medicinais e fitoterápicos: uma realidade. Revista Brasileira de Farmacognosia 
18(4):618-626, 2008. 
Tanaka M, Misawa E, Ito Y, Habara N, Nomaguchi K, Yamada M, Toida T, Hayasawa 
H, Takase M, Inagaki M, Higuchi R. Identification of Five Phytosterols from Aloe vera
Gel as Anti-diabetic Compounds. Biol. Pharm. Bull. 29(7) 1418-1422, 2006. 
Yang HN, Kim DJ, Kim YM, Kim BH, Sohn KM, Choi MJ, Choi YH. Aloe-induced 
toxic hepatitis. J Korean Med Sci. 25(3):492-5, 2010. 
Walker AM. The relation between voluntary notification and material risk in dietary 
supplement safety. Food and Drug Administration docket 00N-1200, 2000. Disponível 
em: http://www.fda.gov/ohrms/dockets/00n1200. Acesso em: 09 de nov. de 2011. 

domingo, 6 de novembro de 2011

Conheça como funciona o programa de Coaching.

Coaching Integral Sistêmico

O que é COACHING?

É um programa voltado para quem quer investir em si mesmo, usufruir plenamente do seu potencial e obter excelência na realização de suas metas e objetivos. O Coaching permite que o cliente desenvolva suas habilidades e alcance seus objetivos, explorando o máximo de seu potencial criativo, intelectual e emocional, promove uma grande mudança tanto área pessoal quanto na profissional.

Coaching Pessoal ou Life Coaching:

·        Objetiva a capacitação das pessoas na sua auto-realização, pelo alcance de suas metas, alinhando-as para uma vida equilibrada com seus valores, missão e propósito de vida. Maximizando seus potenciais e dando luz a tudo que a pessoa potencialmente é capaz de ser, ter e fazer.  (família, saúde, relacionamentos, lazer, social, emoções).
·         Colaborar com a meta de livrar-se de distúrbios de ansiedade, medo, pânico de dirigir, ciúmes, vícios e outros impedimentos para uma vida equilibrada.

Benefícios do coaching executivo e de vida

• Gerar possibilidades
• Aumentar a motivação
• Aumentar a segurança pessoal
• Fazer escolhas acertadas
• Criar e explicitar expectativas (para si e os outros)
• Comunicar claramente a visão e objetivos
• Capacidade de Liderar
• Gerenciar tempo
• Aprender com erros passados e dos outros
• Prevenir e Resolver problemas
• Melhorar relacionamentos e gerenciar conflitos
• Equilibrar a vida pessoal e profissional


·Faixa etária da área de atuação profissional (atendimento de crianças, adolescentes, adultos, idosos, gestante): Todas as idades

·Peculiaridade no recebimento do cliente, com relação ao tipo de atendimento: Nenhuma

 Como funciona: individualmente em 10 sessões de 1 hora e meia
                                              
·Horários/Dias de Atendimento: Quinta-feira nos seguintes horários: 16h30minh 18h00minh e 19h30minh



Marcio Oliveira
Coach Integral Sistêmico e palestrante
MBA em Gestão empresarial e negócios (em andamento).
9984.8721 e 8612.4699

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Como funciona o Coaching


Alguém já disse que “praticar o coaching é resolver alguns dos problemas da vida, não na teoria, mas na prática”. É algo com o qual concordamos plenamente.
 
As pessoas procuram auxílio profissional para resolverem problemas. Querem alcançar um resultado que não estão conseguindo obter sozinhas. Estão em busca de orientação,aconselhamento ou treinamento.
O coaching é uma dentre as várias opções disponíveis para este tipode ajuda. Está crescendo muito no mundo todo e se apresentando como uma nova escolha para as pessoas insatisfeitas ou resistentes à psicoterapia convencional. O processo nasceu nos Estados Unidos na década de 70 e expandiu-se por todo o planeta. Anualmente bilhões de dólares são investidos em coaching, tamanha é a sua relevância. Esta ferramenta é, sem dúvida, uma das maneiras mais eficazes para a realização pessoal e profissional que se conhece atualmente.
O coaching é realizado através de sessões individuais ou em grupo,que duram em torno de uma hora ou uma hora e trinta minutos cada. Em geral não são necessárias muitas sessões. Usamos em média, doze sessõesao longo de um ano. O coaching tende a ser breve. Algumas pessoas o consideram como uma das formas mais eficazes de terapia breve. São menos sessões e por isso costuma sair mais barato.
O processo de coaching lida com a vida do cliente em todas as suas dimensões. Geralmente há um assunto mais prioritário e imediato que será o foco coaching, como o emagrecimento, por exemplo. Porém, esta abordagem necessariamente irá se ampliar para outras áreas da vida do cliente, como por exemplo: saúde, relacionamentos, trabalho, carreira, aposentadoria, dinheiro, qualidade de vida, descanso, lazer, criação de filhos, dentre outros. Por isso é uma ferramenta de desenvolvimento pessoal.Uma citação atribuída a Buda diz que “o carpinteiro molda a madeira; os arqueiros moldam flechas; o sábio molda a si mesmo”. O coaching procura trazer à tona a sabedoria e os recursos que as pessoas já dispõem, mas talvez ainda não saibam ou não utilizem apropriadamente. Se elas precisam aprender novos recursos ou habilidades o coach as orienta e treina em busca da capacitação que necessitam.
O aprendizado utilizado no coaching vem de várias fontes. O importante é que o cliente encontre uma maneira de lidar com o mundo que funcione para si próprio. Para isto terá que aprender a reconhecer a estrutura de seus problemas e a refletir por conta própria. A autonomia é uma habilidade fundamental a ser desenvolvida durante o processo de coaching. O coach mostra os caminhos e dá os estímulos apropriados para que a pessoa pense e aja eficazmente por si mesma. O coach atua como um guia. O coach ajuda o cliente a reconhecer, entender e utilizar seus potenciais adormecidos ou negligenciados.
O coaching, como qualquer outro método, não é uma solução milagrosa. Ele não pode ser apresentado apenas como um conjunto de técnicas e ferramentas que irão automaticamente resolver os problemas e conflitos das pessoas. Coaching é um modo especial de relacionamento entre profissional e cliente. As pessoas precisam se envolver. O coach identifica, mostra caminhos e ensina como percorrê-los. Mas o coach não pode agir pelo cliente. É uma relação colaborativa e prática. A experiência, aplicação e treinamento dos aprendizados são fundamentais para o sucesso do coaching. Para aprender a andar de bicicleta não basta apenas que alguém lhe ensine a teoria. É preciso que você vá andar de bicicleta. As alternativas devem ser testadas na realidade prática do dia a dia. O coaching é muito orientado neste sentido. As coisas que são descobertas durante as sessões devem ser levadas para a vida da pessoa. Senão, de que adianta fazer o coaching, se não for para mudar?
Quase sempre, o cliente sai da sessão com um “para casa”. Coach e cliente trocam idéias e em conjunto decidem tarefas para serem colocadas em prática e testadas até a próxima sessão, quando serão discutidas as coisas que deram certo, as que não deram e o que deve ser ajustado. Não existem erros. Existem apenas informações, aprendizado e feed-back. Se alguém não fez uma tarefa ou algo programado, temos uma informação muito valiosa a respeito do seu processo. Porque ela não fez o que ela mesma decidiu? O que a impediu? Como isto aconteceu? O que ela fez, ao invés disto? Em geral, isto produz reflexões e conclusões importantes que são usadas para a discussão do processo como um todo. Com isto, as pessoas começam a entender os vários elementos que estão influindo nos seus resultados.
Obviamente, nem todo problema tem solução. Mas, mesmo que não haja “uma solução”, podemos descobrir maneiras mais adequadas para lidar com o problema.
Existem vários modelos e estilos de coaching. Não há padronização de um método geral, padrão ou único. Isto acontece em todas as linhas de terapias, que têm tantas diferenças quanto o número de terapeutas existentes. Um coach pode se basear em vários campos do saber e do conhecimento para formar o seu “arsenal” de técnicas e ferramentas.