domingo, 20 de novembro de 2011

Esclarecimentos sobre comercialização de Aloe vera (babosa) e suas avaliações de segurança realizadas na área de alimentos da Anvisa

Informe Técnico nº. 47, de 16 de novembro de 2011. 
Assunto: Esclarecimentos sobre comercialização de  Aloe vera  (babosa) e suas 
avaliações de segurança realizadas na área de alimentos da Anvisa. 
I. Introdução 
Babosa é o nome comum para as espécies vegetais:  Aloe ferox  Mill. e seus híbridos 
como Aloe africana Mill. e Aloe spicata L. f.; Aloe vera (L.) Burm. F. (sinonímia: Aloe 
barbadensis Mill.). De acordo com Tanaka  et al. (2006), da numerosa variedade de 
espécies conhecidas de Aloe, a Aloe barbadensis Miller (Aloe vera) é a mais utilizada. 
O consumo de produtos a base de plantas segue uma tendência crescente, possivelmente 
associado à percepção do consumidor de que os produtos menos industrializados 
(também classificados como naturais) são sinônimos de bem estar e qualidade de vida. 
Nem sempre essa percepção está correta e, às vezes, novas evidências científicas levam 
à revisão de práticas e hábitos. Por exemplo, Silvera et al. (2008) ressalta o aumento no 
número de reações adversas notificadas nos Estados  Unidos, no Reino Unido e no 
Japão, sendo associadas ao uso de plantas medicinais. Entretanto, a ocorrência de 
reações adversas pode ser muito maior em função da baixa taxa de comunicação destas 
aos órgãos de saúde, conforme relatado em pesquisa  feita pelo  Food and Drug 
Administration (FDA) (Walker, 2000). 
No Brasil, produtos à base de  Aloe vera de uso tópico estão autorizados como 
fitoterápico para cicatrização. No entanto, não há  registro de medicamento a base de 
Aloe vera para uso oral (Carvalho, 2008). 
Ademais, produtos a base de Aloe vera não possuem tradição de consumo no país como 
alimento e, portanto, devem ser avaliados quanto a sua segurança de uso na categoria de 
novos alimentos.  
De acordo com a Resolução n.16/1999, novos alimentos são aqueles sem tradição de 
consumo no país, aqueles que contenham novos ingredientes, aqueles contendo 
substâncias já consumidas e que, entretanto venham a ser adicionadas ou utilizadas em 
níveis muito superiores aos atualmente observados nos alimentos que compõem uma 
dieta regular. 
Apesar de a Anvisa não registrar ingredientes alimentares, a segurança dos “novos 
ingredientes” deve ser comprovada com base na Resolução n. 17/1999, por meio do 
encaminhamento de documentação técnico-científica à Anvisa (código do assunto da 
petição: 404). 
Ressalta-se que de acordo com o artigo 56 do Decreto-Lei nº. 986/69 os produtos com 
finalidade terapêutica ou medicamentosa não são considerados alimentos. 
II. Objetivo 
Informar sobre a ausência de comprovação da segurança de uso de produtos à base de 
Aloe vera como alimento e dar subsídios às ações de vigilância sanitária relacionadas a 
esses produtos. 
III. Histórico do produto no país A Anvisa já analisou petição de registro de alimento a base de  Aloe vera, mas a 
documentação científica apresentada foi insuficiente para demonstrar a segurança de 
uso. Além disso, os artigos científicos constantes  da petição traziam efeitos 
medicamentosos para a Aloe vera. Assim, a petição foi indeferida e até o momento não
há produtos a base de Aloe vera aprovados na área de alimentos. 
Suco é uma categoria de alimento de competência do  Ministério da Agricultura, 
Pecuária e Abastecimento (MAPA). Portanto, para regularização de suco contendo Aloe 
vera, as empresas devem inicialmente protocolizar na Anvisa a petição referente à 
solicitação de avaliação de segurança de uso de novo ingrediente. Após conclusão da 
análise, a Anvisa envia resposta da avaliação para  a empresa, com cópia para a área 
competente do MAPA. Esclareço que o Informe Técnico n. 27, de 15 de junho de 2007 
dá orientações sobre os documentos necessários para avaliação do risco e segurança das 
espécies vegetais para uso em bebidas não-alcoólicas. 
Tanto Anvisa quanto MAPA têm orientado às empresas com interesse na importação ou 
produção de suco de Aloe vera que as mesmas devem solicitar a avaliação de segurança 
do produto ou ingrediente Aloe vera junto a Anvisa e, caso comprovada a segurança de 
uso, regularizar o produto junto ao MAPA na categoria de sucos. 
Algumas empresas de bebidas que estão regulares perante o MAPA tem utilizado o 
número de registro do estabelecimento nos rótulos de suco de  Aloe vera  e os 
consumidores estão sendo induzidos a adquirir o suco de Aloe vera como um produto 
regularizado, por constar o número de registro do estabelecimento no MAPA. A 
informação do número de registro do estabelecimento constante da rotulagem não se 
constitui em infração sanitária, visto que de acordo com a legislação desse Ministério as 
empresas devem colocar essa informação no rótulo. No entanto, a comercialização do 
produto suco de  Aloe vera está irregular, pois o ingrediente utilizado necessita de 
avaliação da segurança de uso pela Anvisa prévia a comercialização. 
Com a finalidade de impedir a entrada de produtos que não possuem histórico de 
consumo como alimento no país, em meados de 2007 o MAPA retirou a anuência para 
os sucos de noni e Aloe vera.  
Corroborando com as ações do MAPA, a Anvisa emitiu  comunicado aos órgãos de 
vigilância sanitária pertinentes solicitando a coibição da comercialização de produto 
importado à base de  Aloe vera, bem como foi solicitado à Gerência-Geral de Portos, 
Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados (Anvisa) a adoção das medidas 
cabíveis, para coibir o ingresso desses produtos no país e para verificar o cumprimento 
da legislação sanitária vigente. Essas ações resultaram em abertura de processos 
sanitários para apurar as irregularidades encontradas. 
IV. Segurança de uso 
A avaliação da segurança de uso prévia a comercialização de novos alimentos e novos 
ingredientes é um procedimento legal estabelecido pela ANVISA na Resolução n. 
17/1999. Os produtos classificados como novos alimentos e ou novos ingredientes, de 
acordo com a Resolução n. 16/1999, devem seguir esse procedimento. 
A necessidade de uma avaliação de segurança fundamentada cientificamente é reforçada 
pela ampla literatura científica disponível que relata diversos efeitos adversos induzidos pelo consumo de produtos ditos “naturais” que não foram submetidos a uma avaliação 
de segurança criteriosa.  
Atualmente não há produtos a base de Aloe vera aprovados na área de alimentos pela 
Anvisa, visto que as evidências científicas encaminhadas foram insuficientes para 
comprovar a segurança de uso. Ademais, observa-se ausência de estudos toxicológicos 
adequados, bem como falta de padronização ou especificação adequada do ingrediente. 
Apesar de haver histórico de consumo como fitoterápico, esse está limitado ao uso 
tópico. 
A  Aloe vera contém derivados antracênicos (Falkenberg, 2007),  enzimas superóxido 
dismutase, alcalóides e antraquinonas (Kwack  et al., 2009). No gel de  Aloe  vera, os 
carboidratos (polissacarídios) são os principais componentes e compreendem 
aproximadamente 20% dos sólidos totais nas folhas da Aloe vera. Além disso, existem 
vinte proteínas de distintas classes, associadas com o polissacarídeo (Sturbelle  et al., 
2010). Entre os principais componentes químicos das folhas de Aloe vera se encontram 
derivados da 1,8 dihidroxiantraquinona. Estes são encontrados em sua forma livre (aloeemodina, ácido crisofámico) e como C-glucosideos e  ramnosideos, entre os quais se 
destacam a barbaloína e isobarbaloína e os aloinosideos A e B, que originam aloeemodina-antrona como aglicona ao hidrolizar-se. 
No entanto, não há um padrão na composição dos produtos a base de Aloe vera, pois há 
grande diversidade na forma de obtenção desses produtos. 
A toxicologia da  Aloe vera ainda não foi sistematicamente estudada. Os estudos 
toxigenéticos são importantes na investigação de provável indução de danos genéticos. 
Sabe-se que tanto o antraceno como a antraquinona, compostos presentes na Aloe vera, 
são mutagênicos (agente físico, químico ou biológico que, em exposição às células, 
pode causar mutação) de acordo com o teste de Ames  (Sturbele  et al., 2010). Além 
disso, Silveira  et al. (2008) comentam que a  Aloe vera apresenta produtos de 
biotransformação potencialmente tóxicos, assim não possuem efeitos somente imediatos 
e facilmente correlacionados com sua ingestão, mas também efeitos que se instalam em 
longo prazo e de forma assintomática, podendo levar a um quadro clínico severo, 
algumas vezes fatal.  
Sturbele et al. (2010) avaliaram o efeito mutagênico da solução de Aloe vera em dois 
sistemas de testes, um em planta e o outro em humano, considerando que uma 
substância pode produzir resultados diferentes em diferentes sistemas-teste. As soluções 
foram preparadas da mesma forma e de acordo com a dosagem usada pela população 
(40ml/L) e, ainda, numa concentração dez vezes maior, para avaliar se essa alta 
dosagem pode ter efeito tóxico ou mutagênico. Observou-se que na dose usual, a 
solução de Aloe vera não foi mutagência para o sistema vegetal e nem para o sistema 
humano de teste. Já na dose dez vezes mais concentrada provocou um efeito citotóxico 
e mutagênico em Allium cepa e, portanto, essa concentração não foi utilizada em células 
humanas.  
De acordo com Falkenberg (2007), os efeitos adversos e tóxicos de produtos contendo 
derivados antracênicos podem envolver alterações morfológicas no reto e cólon, tais 
como fissuras anais, prolapsos hemorroidais e outras alterações que não regridem 
espontaneamente, exigindo intervenção cirúrgica. Também podem ocorrer processos 
inflamatórios e degenerativos, com risco de redução severa do peristaltismo, o que pode conduzir a atonia (perda do tônus muscular intestinal). A redução do tônus intestinal 
leva frequentemente ao uso crônico e abusivo de laxantes, instituindo-se, assim, um 
círculo vicioso. Essas lesões na mucosa do cólon têm sido associadas à elevação do 
risco de carcinoma colorretal. Embora o uso de laxantes antraquinônicos por curtos 
períodos seja em geral considerado seguro, o seu uso em longo prazo é contra-indicado. 
Os efeitos adversos observados com o uso de produtos contendo antraquinona não se 
limitam ao trato gastrointestinal. Yang  et al. (2010), Curciarello  et al. (2008) e 
Bottenberg et al (2007) relatam casos de toxicidade hepática induzida pelo consumo de 
Aloe vera. Ademais, Pigatto e Guzzi (2005) relataram caso de hipotiroidismo associado 
ao consumo de suco de Aloe vera. Além disso, Silveira et al. (2008) recomendam que 
produtos a base de Aloe vera não sejam usados por via oral em doses muito altas, pois 
pode elevar o consumo de antraquinonas que possuem ação nefrotóxica, podendo causar 
crise severa de nefrite aguda, conforme relatado por Luycks et al. (2002). 
Bottenberg et al  (2007) relata o caso de hepatite possivelmente induzida pela ingestão 
de cápsulas  Aloe vera conforme avaliação pela escala de probabilidade de Naranjo. 
Quando utilizado o método  Roussel Uclaf Causality Assessment Method (RUCAM) 
para determinar a hepatoxicidade da droga, o uso de Aloe  vera foi considerado como 
causa provável para os sintomas do paciente. A paciente relatou que fazia uso de 
cápsula, constituída de 500mg de folhas de Aloe vera em pó, há cinco anos a cada dois 
ou três dias para constipação. A função hepática melhorou com a descontinuação do uso 
do produto. 
Curciarello  et al. (2008) relataram caso de hepatite aguda grave sendo o consumo de 
Aloe vera considerado como causa provável pela escala de CIOMS (Council for 
International Organizations of Medical Sciences), método para avaliação da casualidade 
de reações adversas a drogas, e como causa possível pela escala de Maria e Victorino 
(1997). Neste caso, o paciente fazia uso de preparação caseira de chá das folhas de Aloe 
vera há três anos de forma esporádica para melhorar a digestão e nas últimas quatro 
semanas que antecedeu sua admissão no hospital vinha fazendo o uso diário e várias 
vezes ao dia. Observou-se que com a internação e a subseqüente interrupção do uso de 
Aloe vera houve melhora do quadro clínico. 
E, ainda, Yang et al (2010) descreveram três casos de hepatoxicidade relacionadas ao 
consumo de produtos de Aloe vera. Utilizou-se o método RUCAM para determinar a 
hepatoxicidade da droga e em um dos casos a relação de causalidade entre o consumo 
do tablete de aloe e a hepatite tóxica foi considerada como “definitiva”. Nesse caso, 
uma mulher de 62 anos com histórico de fadiga, sem  consumo de álcool ou drogas, 
vinha consumindo aloe em pó (420mg de um extrato de Aloe vera) por cerca de três 
meses antes da admissão. O exame clínico revelou icterícia. Exames laboratoriais 
mostraram anormalidades nas transaminases, fosfatase alcaliana e bilirrubina total. A 
biópsia do fígado revelou severas infiltrações lobulares e portal de neutrófilos e 
monócitos, muitos corpos acidófilos e alteração da célula globular no lóbulo hepático, 
além de estase biliar e células de Kupffer coradas de bile. O uso do extrato de aloe foi 
descontinuado e as transaminases retornaram a valores normais gradativamente. A 
paciente foi orientada quanto ao efeito hepatotóxico do produto, mas retornou a fazer 
uso do produto e um mês depois foi readmitida com quadro de hepatite. 
Nos outros dois casos relatados por Yang et al (2010), a relação de causalidade entre o 
consumo de tabletes de aloe e o dano hepático foi considerada “provável” pelo método RUCAM. Uma mulher de 57 anos com histórico de dois  meses de dispepsia 
(dificuldade de digestão), sem consumo de álcool e  com uso de medicamentos para 
artralgia (doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo) intermitente por 
muitos anos, tinha consumido tablete de aloe (250mg de um extrato de  Aloe 
arborenscens e 28,5mg de um extrato de Aloe vera) por cerca de seis meses antes da 
admissão. O exame clínico estava normal, mas com anormalidade laboratorial para 
transaminases e fosfatase alcalina. Ultrassonografia abdominal mostrou redução da 
ecogenicidade do fígado, sem dilatação dos ductos biliares intra ou extra-hepáticos. A 
biópsia do fígado revelou moderadas infiltrações portal de eosinófilos, neutrófilos e 
monócitos. Houve infiltração de células inflamatórias e corpos acidófilos no lóbulo 
hepático. O uso de tablete de aloe foi descontinuado e tanto as transaminases quanto a 
bilirrubina total foram gradativamente retornando a níveis normais durante algumas 
semanas. 
No outro caso apresentado por Yang et al (2010), cuja a relação de causalidade entre o 
consumo de Aloe vera e o dano hepático foi considerada “provável”, uma mulher de 55 
anos com histórico de desconforto epigástrico de 3 meses, sem consumo de álcool ou 
drogas, estava consumindo extratos de  Aloe vera por cerca de cinco meses antes da 
admissão. O exame físico estava normal, exceto pela sensibilidade na região epigástrica. 
Apresentou anormalidade laboratorial para transaminases e fosfatase alcalina. 
Ultrassonografia abdominal mostrou aumento da ecogenicidade do fígado, sem 
dilatação dos ductos biliares intra ou extra-hepáticos. O uso de extrato de aloe foi 
descontinuado e em cinco dias a função do fígado estava normal. 
Ademais, um caso de hipotiroidismo associado ao consumo de suco de  Aloe vera foi 
relatado por Pigatto e Guzzi (2005). Nesse caso, uma mulher trocou tratamento 
tradicional com corticosteróides por terapia alternativa com  Aloe vera, fazendo uso 
tanto tópico quanto oral (10 ml de suco de Aloe vera por dia durante 11 meses). A 
paciente apresentou desconforto e cansaço injustificável. Exames laboratoriais 
mostraram diminuição dos hormônios tireoidianos com relação a exames anteriores e 
inferiores também às faixas saudáveis. A paciente suspendeu o uso de  Aloe vera e, 
então, observou-se melhora no quadro clínico e retorno das concentrações séricas de 
hormônio tireoidiano a níveis normais após seis meses de acompanhamento. 
Além disso, Luyckx  et al. (2002) relataram um caso de insuficiência renal aguda 
provavelmente associada ao consumo de preparação a  base de  Aloe capensis, 
caracterizada analiticamente pela presença de aloesin e aloeresin A. Um homem utilizou 
tal produto como laxante pelo menos três vezes no mês que antecedeu sua admissão no 
hospital com histórico de dor abdominal, vômito, diarréia e sem urinar nos últimos 
quatro dias. O paciente foi diagnosticado com insuficiência renal aguda e disfunção 
hepática leve. 
V. Considerações Finais 
As evidências científicas avaliadas até o momento não comprovam a segurança de uso 
dos produtos contendo  Aloe vera como alimento. Em virtude dos diversos relatos de 
casos adversos, a utilização de  Aloe vera como alimento ou ingrediente alimentar 
necessita de criteriosa avaliação de sua segurança previamente a comercialização. Portanto, com o intuito de proteger e promover a saúde da população, os produtos 
contendo Aloe vera não devem ser comercializados no Brasil como alimento até que os 
requisitos legais que exigem a comprovação de sua segurança de uso sejam atendidos. 
A avaliação de segurança de uso de  Aloe vera deve ser conduzida com base nas 
Resoluções n. 16/1999 e 17/1999. Além disso, deve-se observar o Informe Técnico nº 
27, de 15 de junho de 2007, que dá orientações sobre os documentos necessários para 
avaliação do risco e segurança das espécies vegetais para uso em bebidas nãoalcoólicas. 
VI. Referências 
ANVISA. Informe Técnico n. 27, de 15 de junho de 2007. Orientações sobre os 
documentos necessários para avaliação do risco e segurança das espécies vegetais para 
uso em bebidas não-alcoólicas. Disponível em: www.anvisa.gov.br/alimentos/informes 
técnicos. Acesso em: 09 de nov. de 2011. 
BRASIL. Decreto-Lei nº. 986, de 21 de outubro de 19. Institui normas básicas sobre 
alimentos. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 21 out. 1969, Seção 1. 
BRASIL. Resolução n. 16, de 30 de abril de 1999. Aprova o Regulamento Técnico de 
Procedimentos para registro de Alimentos e ou Novos Ingredientes, constante do anexo 
desta Portaria. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 03 dez. 1999, Seção 1. 
BRASIL. Resolução n. 17, de 30 de abril de 1999. Aprova o Regulamento Técnico que 
estabelece as Diretrizes Básicas para a Avaliação de Risco e Segurança dos Alimentos. 
Diário Oficial da União, Brasília, DF, 03 dez. 1999, Seção 1. 
Bottenberg MM, Wall GC, Harvey RL, Habib S. Oral Aloe vera-induced hepatitis.  Ann 
Pharmacother 41(10):1740-3, 2007. 
Carvalho ACB, Balbino EE, Maciel A, Perfeito JPS. Situação do registro de 
medicamentos fitoterápicos no Brasil. Revista Brasileira de Farmacognosia 18(2):314- 
319, 2008. 
Curciarello J, Ortúzar S, Borzi S, Bosia D. Hepatitis aguda grave associada al consumo 
de te de Aloe vera. Gastroenterol Hepatol 31(7):436-8, 2008. 
Falkenberg LB. Grupos de metabólitos vegetais: Quinona. In: Simões CMO, Schenkel 
EP, Gosmann G, Mello JCP, Mentz LA, Petrovick PR (Org). Farmacognosia da planta 
ao medicamento. Porto Alegre: Editora da UFSC, 2007. p.675. 
Kwack SJ, Kim KB, Lee BM. Estimation of Tolerable Upper Intake Level (UL) of 
Active Aloe. Journal of Toxicology and Environmental Health, Part A, 72: 1455–1462, 
2009. 
Maria VAJ, Victorino RMM. Development and validation of a clinical scale for the 
diagnosis of drug-induced hepatitis. Hepatology 26:664-9, 1997. 
Pigatto PD, Guzzi G. Aloe linked to thyroid dysfunction. Archives of Medical Research
36(5):608, 2005. Silveira PF, Bandeira MAM, Arais, PSD. Farmacovigilância e reações adversas às 
plantas medicinais e fitoterápicos: uma realidade. Revista Brasileira de Farmacognosia 
18(4):618-626, 2008. 
Tanaka M, Misawa E, Ito Y, Habara N, Nomaguchi K, Yamada M, Toida T, Hayasawa 
H, Takase M, Inagaki M, Higuchi R. Identification of Five Phytosterols from Aloe vera
Gel as Anti-diabetic Compounds. Biol. Pharm. Bull. 29(7) 1418-1422, 2006. 
Yang HN, Kim DJ, Kim YM, Kim BH, Sohn KM, Choi MJ, Choi YH. Aloe-induced 
toxic hepatitis. J Korean Med Sci. 25(3):492-5, 2010. 
Walker AM. The relation between voluntary notification and material risk in dietary 
supplement safety. Food and Drug Administration docket 00N-1200, 2000. Disponível 
em: http://www.fda.gov/ohrms/dockets/00n1200. Acesso em: 09 de nov. de 2011. 

domingo, 6 de novembro de 2011

Conheça como funciona o programa de Coaching.

Coaching Integral Sistêmico

O que é COACHING?

É um programa voltado para quem quer investir em si mesmo, usufruir plenamente do seu potencial e obter excelência na realização de suas metas e objetivos. O Coaching permite que o cliente desenvolva suas habilidades e alcance seus objetivos, explorando o máximo de seu potencial criativo, intelectual e emocional, promove uma grande mudança tanto área pessoal quanto na profissional.

Coaching Pessoal ou Life Coaching:

·        Objetiva a capacitação das pessoas na sua auto-realização, pelo alcance de suas metas, alinhando-as para uma vida equilibrada com seus valores, missão e propósito de vida. Maximizando seus potenciais e dando luz a tudo que a pessoa potencialmente é capaz de ser, ter e fazer.  (família, saúde, relacionamentos, lazer, social, emoções).
·         Colaborar com a meta de livrar-se de distúrbios de ansiedade, medo, pânico de dirigir, ciúmes, vícios e outros impedimentos para uma vida equilibrada.

Benefícios do coaching executivo e de vida

• Gerar possibilidades
• Aumentar a motivação
• Aumentar a segurança pessoal
• Fazer escolhas acertadas
• Criar e explicitar expectativas (para si e os outros)
• Comunicar claramente a visão e objetivos
• Capacidade de Liderar
• Gerenciar tempo
• Aprender com erros passados e dos outros
• Prevenir e Resolver problemas
• Melhorar relacionamentos e gerenciar conflitos
• Equilibrar a vida pessoal e profissional


·Faixa etária da área de atuação profissional (atendimento de crianças, adolescentes, adultos, idosos, gestante): Todas as idades

·Peculiaridade no recebimento do cliente, com relação ao tipo de atendimento: Nenhuma

 Como funciona: individualmente em 10 sessões de 1 hora e meia
                                              
·Horários/Dias de Atendimento: Quinta-feira nos seguintes horários: 16h30minh 18h00minh e 19h30minh



Marcio Oliveira
Coach Integral Sistêmico e palestrante
MBA em Gestão empresarial e negócios (em andamento).
9984.8721 e 8612.4699

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Como funciona o Coaching


Alguém já disse que “praticar o coaching é resolver alguns dos problemas da vida, não na teoria, mas na prática”. É algo com o qual concordamos plenamente.
 
As pessoas procuram auxílio profissional para resolverem problemas. Querem alcançar um resultado que não estão conseguindo obter sozinhas. Estão em busca de orientação,aconselhamento ou treinamento.
O coaching é uma dentre as várias opções disponíveis para este tipode ajuda. Está crescendo muito no mundo todo e se apresentando como uma nova escolha para as pessoas insatisfeitas ou resistentes à psicoterapia convencional. O processo nasceu nos Estados Unidos na década de 70 e expandiu-se por todo o planeta. Anualmente bilhões de dólares são investidos em coaching, tamanha é a sua relevância. Esta ferramenta é, sem dúvida, uma das maneiras mais eficazes para a realização pessoal e profissional que se conhece atualmente.
O coaching é realizado através de sessões individuais ou em grupo,que duram em torno de uma hora ou uma hora e trinta minutos cada. Em geral não são necessárias muitas sessões. Usamos em média, doze sessõesao longo de um ano. O coaching tende a ser breve. Algumas pessoas o consideram como uma das formas mais eficazes de terapia breve. São menos sessões e por isso costuma sair mais barato.
O processo de coaching lida com a vida do cliente em todas as suas dimensões. Geralmente há um assunto mais prioritário e imediato que será o foco coaching, como o emagrecimento, por exemplo. Porém, esta abordagem necessariamente irá se ampliar para outras áreas da vida do cliente, como por exemplo: saúde, relacionamentos, trabalho, carreira, aposentadoria, dinheiro, qualidade de vida, descanso, lazer, criação de filhos, dentre outros. Por isso é uma ferramenta de desenvolvimento pessoal.Uma citação atribuída a Buda diz que “o carpinteiro molda a madeira; os arqueiros moldam flechas; o sábio molda a si mesmo”. O coaching procura trazer à tona a sabedoria e os recursos que as pessoas já dispõem, mas talvez ainda não saibam ou não utilizem apropriadamente. Se elas precisam aprender novos recursos ou habilidades o coach as orienta e treina em busca da capacitação que necessitam.
O aprendizado utilizado no coaching vem de várias fontes. O importante é que o cliente encontre uma maneira de lidar com o mundo que funcione para si próprio. Para isto terá que aprender a reconhecer a estrutura de seus problemas e a refletir por conta própria. A autonomia é uma habilidade fundamental a ser desenvolvida durante o processo de coaching. O coach mostra os caminhos e dá os estímulos apropriados para que a pessoa pense e aja eficazmente por si mesma. O coach atua como um guia. O coach ajuda o cliente a reconhecer, entender e utilizar seus potenciais adormecidos ou negligenciados.
O coaching, como qualquer outro método, não é uma solução milagrosa. Ele não pode ser apresentado apenas como um conjunto de técnicas e ferramentas que irão automaticamente resolver os problemas e conflitos das pessoas. Coaching é um modo especial de relacionamento entre profissional e cliente. As pessoas precisam se envolver. O coach identifica, mostra caminhos e ensina como percorrê-los. Mas o coach não pode agir pelo cliente. É uma relação colaborativa e prática. A experiência, aplicação e treinamento dos aprendizados são fundamentais para o sucesso do coaching. Para aprender a andar de bicicleta não basta apenas que alguém lhe ensine a teoria. É preciso que você vá andar de bicicleta. As alternativas devem ser testadas na realidade prática do dia a dia. O coaching é muito orientado neste sentido. As coisas que são descobertas durante as sessões devem ser levadas para a vida da pessoa. Senão, de que adianta fazer o coaching, se não for para mudar?
Quase sempre, o cliente sai da sessão com um “para casa”. Coach e cliente trocam idéias e em conjunto decidem tarefas para serem colocadas em prática e testadas até a próxima sessão, quando serão discutidas as coisas que deram certo, as que não deram e o que deve ser ajustado. Não existem erros. Existem apenas informações, aprendizado e feed-back. Se alguém não fez uma tarefa ou algo programado, temos uma informação muito valiosa a respeito do seu processo. Porque ela não fez o que ela mesma decidiu? O que a impediu? Como isto aconteceu? O que ela fez, ao invés disto? Em geral, isto produz reflexões e conclusões importantes que são usadas para a discussão do processo como um todo. Com isto, as pessoas começam a entender os vários elementos que estão influindo nos seus resultados.
Obviamente, nem todo problema tem solução. Mas, mesmo que não haja “uma solução”, podemos descobrir maneiras mais adequadas para lidar com o problema.
Existem vários modelos e estilos de coaching. Não há padronização de um método geral, padrão ou único. Isto acontece em todas as linhas de terapias, que têm tantas diferenças quanto o número de terapeutas existentes. Um coach pode se basear em vários campos do saber e do conhecimento para formar o seu “arsenal” de técnicas e ferramentas.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Ressignificação – Que significado você dá aos fatos?


Na linguagem da psicologia moderna e da Programação Neurolinguística (PNL) ressignificação é a habilidade que temos de atribuir um significado positivo, satisfatório para um acontecimento que muito nos incomoda ou prejudica, de tal forma, que após resignificado, passamos a encará-lo com muita tranquilidade, chegando até mesmo a agradecer por essas “oportunidades de crescimento”.
Nos dicionários, ressignificar é revisar, buscar uma nova visão, aprofundar a visão atual, buscar novos pontos ainda não colhidos. Ressignificar é o encontro de reavaliação e inclusão de novos pontos de vista sobre um significado anterior.
Inconscientemente fazemos isso todos os dias. Por exemplo, quando achamos várias justificativas para assimilar a derrota de nosso time do coração, dizendo: “Ah, é até melhor mesmo não passar dessa fase, agora vamos ter que melhorar para os próximos campeonatos, revisar a estrutura do time”. Ou quando perdemos um cliente importante e imediatamente dizemos: “Precisamos aprender as lições e revisar o que fizemos para melhorar para os próximos processos”.
Partindo desses conceitos, dar um novo significado não está relacionado a ter uma imagem simplificada sobre um problema complexo. É importante que as situações complexas sejam entendidas e assimiladas, porém a proposta da ressignificação é perceber e se permitir visualizar outros pontos além daqueles tão fortemente destacados pela situação adversa. Se nos acostumarmos a perceber de forma diferente uma determinada situação, experimentando a sensação de olhar do lado de fora, como um expectador apenas, talvez salte aos olhos algumas nuances e possibilidades que jamais notaríamos. Possibilidades que, quanto estamos no olho do furacão, ficamos impedidos de enxergar.
Dar um novo significado aos fatos é uma boa estratégia para deixar o seu “Eu Criativo” entrar em ação e trazer à tona novas idéias, saídas, alternativas e formas diferentes de fazer as coisas ou resolver um problema complexo.
Quando se trata de situações pessoais adversas e tristes, buscar esse novo olhar nem sempre é fácil, pois verdadeiramente existem momentos em que nos sentimos em um abismo, mas, convido você a acreditar que, quando nos permitimos parar, respirar e olhar uma situação buscando novos pontos de vista e novos significados, o coração acalma, a alma se tranquiliza, as ideias começam a surgir em nossa cabeça e aquele abismo, incialmente sem saída, começa a se apresentar com algumas portas e janelas.
Ressignificar conscientemente, com foco, buscando novos aprendizados, novas alternativas e novas motivações para sair de uma situação complexa é um excelente forma de potencializar sua capacidade de superação em momentos adversos.
Fica a você o convite à reflexão: Que significado você dá aos fatos?

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Por que contratar um Coach ?

As pessoas contratam um Coach quando precisam e querem alcançar alguma meta específica em sua vida pessoal, profissional ou familiar, ou qualquer que seja seu objetivo, precisa de resultados rápidos, porém, não está conseguindo por algum motivo.
Muitas vezes, desejos simples parecem impossíveis, como perder peso, aumentar o rendimento financeiro, salvar um relacionamento amoroso, conciliar todas as tarefas familiares e profissionais, entre várias outras metas que uma pessoa possa ter.
As pessoas ficam motivadas, tentam várias vezes, mas não conseguem alcançar o que realmente desejam. O que acontece é que todos nós temos nossas próprias limitações, e por isso não conseguimos encontrar os caminhos que realmente nos levarão a nossa realização pessoal.
O Coach é um especialista em comportamento humano que domina técnicas específicas para atuar com assertividade em qualquer que seja a situação. Ele vai conseguir com toda a experiência de um profissional habilitado ajudar você a crescer e melhorar as habilidades que você tem para que você alcance seus objetivos.
O Coach irá lhe ajudar a definir seus objetivos de maneira que você tenha realmente certeza do que deseja. Ele auxiliará você a montar todo o planejamento necessário para chegar onde você quer. Ele o ajudará a encontrar suas limitações e fazer com que elas não mais impeçam que seus objetivos sejam alcançados.
O processo de Coaching é realmente transformador, ele fará com que você se descubra novamente, pense em coisas que nunca tinha pensado antes e o principal, fará com que você veja todos os seus objetivos de uma maneira muito mais clara e factível.
As pessoas procuram um Coach quando querem:
- Romper alguns limites pessoais
- Ampliar suas realizações profissionais
- Mudar de carreira
- Conquistar uma maior qualidade de vida
- Abrir um novo negócio
- Obter mais realizações pessoais
- Ganhar mais dinheiro
- Emagrecer
- Parar de Fumar
- Ser mais feliz no amor
- Obter uma vida próspera, mais equlibrada e bem sucedida

Por que fazer Coaching?



Com o crescimento significativo do Brasil nos últimos anos, muitas empresas se depararam com dificuldades relacionadas à liderança, uma vez que muitos destes profissionais não estavam preparados para os riscos organizacionais gerados por esse progresso acelerado.
Não preparar os líderes de forma adequada, mantendo-os disfuncionais, pode gerar muitos problemas, como:
  • Insatisfação dos funcionários, o que prejudica o desenvolvimento da empresa e dos próprios colaboradores;
  • Confusão de atributos entre gestores (aqueles com capacidade para supervisionar e conduzir as equipes) e líderes (os que se responsabilizam pelo desenvolvimento dos funcionários e sabe usar suas competências para fazê-los evoluir);
  • Falha nas suas próprias atribuições de líder, como foco em resultados, controle de orçamentos e processos e acompanhamento de indicadores de desempenho, bem como postura transformadora, para influenciar o ambiente (externo e interno) e a cultura organizacional.
  • Não preparação dos principais executivos, para que esses tenham condições de tomar decisões estratégicas e assumir a liderança em iniciativas pontuais ou projetos.
Outro grave problema cada vez mais recorrente nas organizações é a dificuldade em identificar futuros líderes dentro de seu quadro de funcionários, o que pode ser observado em um Alpha Assessment. Vale frisar que essa “missão” não cabe só ao departamento de RH, mas também às lideranças da corporação.

Estatísticas:
  • De acordo com o estudo da consultoria Lens & Minarelli, feita em parceria com a Fundação Dom Cabral, uma nova contratação é um processo 15% mais caro do que investir em um funcionário atual;
  • A ampliação de 5% da satisfação dos funcionários se reverte no aumento de 1,3% da satisfação do cliente e de 0,5% do lucro;
  • Segundo pesquisas, se um participante não deliberar sobre o conteúdo apreendido em até uma semana, há menos de 25% de chances de ele aplicá-lo após esse período;
  • Novos hábitos devem ser criados durante as seis ou oito semanas seguintes ao treinamento, com risco de haver reincidência de até 100%, tanto do colaborador quanto da própria cultura organizacional;
  • Estima-se que as indústrias americanas gastam, anualmente, até US $ 100 bilhões em treinamento e desenvolvimento, mas apenas 10% destes gastos realmente resultam em transferência para o trabalho;
  • O desenvolvimento de liderança, que inclui a gestão/formação de supervisão e desenvolvimento de executivos, chegou à marca de US $ 12 bilhões nos EUA;
  • A motivação dentro da empresa é essencial para alcançar bons resultados, visto que colaboradores com baixos índices de motivação utilizam somente 8% de sua capacidade de produção, sendo que esse mesmo índice pode chegar a 60% ou mais, especialmente se estes colaboradores tiverem um coach;
  • Conforme pesquisa, 70% das empresas registram um turnover em torno de 25%, o que prova que focar na satisfação do colaborador é um importante diferencial.
  • Fonte: http://www.coachingalphas.com.br/por-que-contratar-o-coaching-alphas.html

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O COACHING APRESENTA ALGUMA BASE CIENTÍFICA?

O COACHING APRESENTA ALGUMA BASE CIENTÍFICA? 1
Por Edson Marques Oliveira
Coach pela Lambent do Brasil e certificado internacional pela ICC, doutor em Serviço Social pela Unesp-Franca-SP, Mestre em Serviço Social pela PUC-SP, e Assistente Social pela Faculdade Paulista de Serviço Social de SP, professor no curso de Serviço Social da Unioeste, campus de Toledo, membro do GEPEC e professor no curso de administração e coordenador do Núcleo de Responsabilidade Social da Fasul em Toledo-PR. Rua Zulmir Longhi, 121 Jd. Sta. Maria Toledo-PR, CEP: 95.903-180, telefone (45) 32782002 e 99350951, e-mail: emocoaching@yahoo.com.br,
PALAVRAS-CHAVE: coaching, cientificidade, Recursos Humanos
RESUMO
O coaching tem crescido espantosamente nos últimos anos, tanto no mundo como no Brasil, e se apresenta atualmente como uma ferramenta eficiente e eficaz nos processos de aprendizado, liderança e desenvolvimento humano e organizacional. Decorrente de sua ampla aplicação e expansão crescente, vemos que proporcionalmente surgem várias propostas, que procuram se diferenciar de outras abordagens, tais como: consultoria, terapia, aconselhamento e monitoramento, para citar as mais comuns. Ao aprofundar o estudo, bem como a prática do coaching, verificamos que não há uma preocupação quanto a um rigor científico em sua sistematização, o que pode sinalizar uma fragilidade e consistência em sua base e com isso se transformar em maias um modismo de gestão. Tal lacuna nos levou ao seguinte questionamento: o coaching apresenta alguma base cientifica? Com base nesta problematização empreendemos numa investigação preliminar e elaboramos a seguinte hipótese de trabalho: o coaching apesar de não ter uma proposta cientifica clara, apresenta uma base cientifica em seus procedimentos. Logo, efetuamos um estudo exploratório, tendo como referencia o conceito de cientificidade e comparando este referencial com algumas das atuais e principais abordagens de coaching. Com isso, pretendemos contribuir para uma melhor clareza quanto a formulação e compreensão cientifica do coaching como uma estratégia inovadora para o desenvolvimento humano e organizacional.
INTRODUÇÃO
No campo da gestão de pessoas surgem muitas propostas, algumas mirabolantes e com falsas promessas de milagres instantâneos. Muitas propostas são destituídas de um rigor cientifico e de um processo de sistematização adequados e necessários para que uma proposta vá além do modismo e do senso comum.
Neste sentido, verificamos que a busca pelo aprimoramento, tanto humano com organizacional esta na pauta do dia. Nesta busca o coaching se apresenta como uma das alternativas mais crescentes na atualidade. Proporcionalmente a este crescente interesse, surgem várias propostas. Ao estudar algumas destas propostas, bem como, exercer a pratica do coaching, nos surge algumas indagações, a principal é, “ o coaching apresenta alguma base científica? “
1 Originalmente artigo foi apresentando no III Seminário de Gestão da UNIFAE em Curitiba-PR em junho de 2007 e publicado nos anais do referido evento.
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Acreditamos ser de máxima importância tal investigação principalmente pelo recém surgimento do coaching e sua rápida expansão e sua capacidade de bons resultados, e o perigo que o mesmo corre em ser banalizado e se transformar em uma ação de senso comum. Neste sentido, e com a hipótese de que o coaching apresenta sim, bases cientificas, é que efetuamos o presente estudo, pretendendo abrir a discussão e a possibilidade de uma análise mais sistematizada sobre o assunto. Para tanto, apresentamos a seguir os seguintes pontos: a) a metodologia e desenvolvimento da investigação, b) os resultados deste estudo, c) as principais conclusões , e d) algumas recomendações sobre o processo de cientificidade do coaching.
METODOLOGIA
Trata-se de um estudo exploratório, tendo como problematização a existência ou não de bases cientificas no desenvolvimento do coaching. Para tanto elaboramos um quadro referencial teórico sobre o que é cientifico, bem como, um levantamento bibliografia específica sobre coaching, que permitiu elaborar um quadro teórico e referencial das principais propostas. Priorizamos as obras de maior projeção e que apresentaram elementos passivem de estudo comparativo entre o conceito e referencia do que é cientifico e das propostas de desenvolvimento do coaching. Tal estudo comparativo permitiu visualizar elementos mais sistematizados que poderiam comprovar ou não o nossa hipótese de trabalho.
RESULTADOS
A seguir apresentamos os principais resultados do estudo proposto, iniciando com a sistematização dos indicadores do que podemos chamar de cientificidade, o que é coaching e os principais fundamentos que permitiram elaborar um comparativo referencial para responder a problematização estabelecida.
O QUE É CIENTIFICO? : REFERENCIAIS EPISTEMOLOGICOS BASICOS
A palavra epistemologia tem origem no grego, “ epistéme”, que significa ciência, e “lógica” que significa estudo. Em sentido amplo, epistemologia tem o significado de “ Estudo crítico dos princípios, hipóteses, e resultados das ciências já constituídas, e que visa a determinar os fundamentos lógicos, o valor e o alcance objetivo delas; teoria da ciência.” (Dicionário Aurélio). Segundo BUNGE (1980) “ a Epistemologia, ou Filosofia da ciência, é o ramo da Filosofia quês estuda a investigação cientifica e seu produto, o conhecimento científico.”
Ainda segundo este autor, a epistemologia passou por vários processos até galgar o status de ciência, o mesmo propõe o que ele chama de critérios de utilidade de uma boa epistemologia, estes por sua vez representam os objetos de estudos da epistemologia, seriam eles: a) problemas lógicos, b) problemas semânticos, c) problemas gnosiológicos, d) problemas metodológicos, e) problemas ontológicos, problemas axiológicos, f) problemas éticos, g) problemas estéticos.
Com base nestes critérios e problemáticas o autor,propõe uma lista com os ramos a epistemologia, que seriam: a) Lógica da ciência; b) Semântica da ciência, c) Teoria do conhecimento cientifico, d) Metodologia da ciência, e) Ontologia da ciência, f) Axiologia da ciência, g) Ética da ciência, h) Estética da ciência.
Esta sistematização contribui para que ao analisar uma determinada disciplina, se tenha parâmetros efetivos e claros de como melhor analisar sua estruturação, o que passa pela compreensão de uma referencia básica, primeiro o que é ciência e segundo como se faz boa ciência o que sem dúvida hoje
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passa pela utilização do método cientifico. Vejamos mais detalhadamente estes pontos, que serviram de parâmetros e um quadro referencial de cientificidade.
UM NOVO OLHAR PARA O FAZER CIENCIA.
A ciência clássica, que desabrochou no bojo do século XVII, se configurou como uma ciência formal, sisuda, restritiva e legalista. Um tipo de ciência que até pouco tempo permeou (e tem permeado) a vida científica, cultural, educacional e social de nosso mundo. Um tipo de ciência que só considera o provável, o testado e o experimentado. Numa brilhante análise, CARVALHO (1995, p.7), define bem as principais críticas a respeito deste tipo de ciência, destacando os seguintes pontos: pretensão de padronização; restrição ao domínio cognitivo, excluindo a emoção, paixão, imaginação e a intenção; restrição à lógica do universal, negando como científico o particular, o acaso, fragmentado e o inédito, perspectiva determinística sobre a operacionalização de leis, regularidades, onde o improvável, o acaso e o imprevisível não tinham vez, pretensão de prever acontecimentos e controle. A limitação deste tipo de ciência, frente à complexidade do mundo atual é fortemente criticada por diversos segmentos. A este respeito, DEMO (1997, p.45), salienta o seguinte:
Parece cada vez mais consolidada a percepção de que a realidade apresenta- se como algo marcado pela imprecisão, não como defeito, mas como modo de ser. A idéia já anteriormente reconhecida de que o real é complexo foi consideravelmente ampliada para a idéia de que o real não é somente complexo, mas impreciso. A diferença está em que, antes, pensávamos que a complexidade servia mais da ordem da aparência, como quis, por exemplo, o estruturalismo francês (Levi- Strauss). Agora achamos que, por mais que possamos aprofundar a análise, decompondo a complexidade em seus componentes mínimos, o que encontramos não é algo simples, mas ao mesmo tempo complexo e impreciso.
Aqui reside o desafio de ao mesmo tempo não perder o rigor da sistematização do conhecimento cientifico sem engessar o processo da dinâmica deste conhecer cientifico, para tanto acreditamos que seja necessário considerar alguns elementos básicos: a) é organizada e sistemática; b) mas não restritiva é dogmática; c) é flexível, sensível e atenta ao improvável, ao inédito, uno e múltiplo da realidade; d) vê o complexo a partir de uma perspectiva integrada e articulada com o todo; e) procura desconstruir para simplificar e compreender; f) é plural e interdisciplinar; g) comporta o diálogo e o pensar com outros olhares; h) permite o conhecer contínuo, cria acessibilidade; i) produz e possibilita o planejamento e intervenção da realidade; j) é inovador e transformador na realidade, pois é aplicável, inteligível e operacional; k) é de importância vital à vida humano-social pois respeita a vida e a relação com a natureza e tudo que nela há; l) produz liberdade, democracia, cidadania e qualidade de vida.
Logo concordamos com OLIVEIRA (1997, p.18), que considera: “... qualquer assunto que possa ser estudado pelo homem, pela utilização do método científico e de outras regras especiais de pensamento pode ser chamado ciência”. (grifo nosso), e para tal é necessário conter: objetivo ou finalidade, função e objeto. Neste sentido, esta última afirmação nos leva a compreender que o método científico é a grande referência de cientificidade, não sendo mais como em seus primórdios, fechado, restrito e dogmático.
O MÉTODO CIENTÍFICO COMO PRINCIPAL REFERÊNCIA DE CIENTIFICIDADE.
Segundo BUNGE (1980, pg. 34) o método cientifico, “... não é, nem mais, nem menos, senão a maneira de fazer boa ciência.” E como apontamos anteriormente, este fazer boa ciência passa por uma
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visão mais ampla, mas que reside e não abre mão do rigor deste modo de fazer e operacionalizar o fazer cientifico.
Ainda sobre esta perspectiva, BUNGE (1980, p. 34) destaque que o método pode passar por várias alterações e aperfeiçoamentos, mas o seu sentido é o mesmo, ou seja, “ Um método é um procedimento regular, explicito e possível de ser repetido para conseguir-se alguma coisa, seja material ou conceitual.” Logo, o fazer cientifico utiliza-se de um modo especifico de operacionalizar esta atividade, denominada de investigação científica que por sua vez é operacionalizada pelo método científicos e técnicas especificas. Por investigação cientifica, BUNGE (1980, p.25) aponta que o mesmo, ao utilizar o método cientifico apresenta certas etapas, a saber: a) descobrimento do problema; b) colocação precisa do problema, c) procura de conhecimentos ou instrumentos relevantes ao problema; d) Tentativa de solução do problema com auxilio dos meios identificados; e) invenção de novas idéias; f) obtenção de uma solução; g) investigação das conseqüências da solução obtida; h) Prova (comprovação) da solução; i) Correção das hipóteses.
Estas etapas são utilizadas em vários tipos de pesquisas, que não iremos alongar esta apresentação por não ser o foco de nosso estudo, mas é necessário citar que as pesquisas podem ser de ordem: pura e aplicada. A primeira de caráter teórico, que procura explicar conceitos, e a segunda de caráter prático, que procura medir e trabalhar elementos empíricos para resolver problemas ou questões mais relevantes.
No entanto cabe ressaltar que, tanto a primeira como a segunda devem se pautar pelo uso carreto do método cientifica, que hoje é o grande referencial de cientificidade, e que possibilita maior clareza para que cada pessoa possa chegar a conclusões mais seguras ou confiáveis, com afirma LAVILLE; DIONNE (1999, p. 46) “... desse modo, cada um poderá julgar os saberes produzidos e sua credibilidade. Essa operação de objetivação, como a concentração em um problema, está hoje no centro do método científico” [grifo nosso].
Acreditamos pela própria experiência que este método permite uma ação e uma abordagem objetiva, e que não trabalha com um olhar já determinado, ou seja, procura levantar dados da realidade e escutar, compreender, decifrar o que estes têm a dizer. Não entramos na investigação com um olhar já enviesado, colocando e entendendo o fenômeno estudo já com um pré-conceito; mas, ao contrário, procura considerar as múltiplas variáveis e os elementos levantados. Com isso não estamos afirmando a neutralidade, fator esse positivista e colocado em cheque, pois todo o olhar, e todo o observar já traz em si um modo e uma forma de ver e entender, não há neutralidade, mas todo pesquisador precisa se posicionar de forma mais profissional e adequada quando está investigando, caso contrário toda a pesquisa será contaminada, ou seja, ao invés de neutralidade acreditamos que o método científico propicia e possibilita uma disciplina mental onde o pensamento se ordene mais adequadamente. Os autores, na obra referida, apresentam um esquema operacional do método científico que, de forma resumida, apresentamos a seguir.
Figura – 1: Esquema gráfico do método científico
A) Propor e definir um problema
Fonte: elaborado pelo autor a partir de Lavine e Dionne (1999, p. 47).
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Cada etapa tem uma série de procedimentos. Vejamos quais são as suas respectivas operações.
a) Propor e definir um problema: o propósito desta etapa é ter clareza de que se está realmente investigando algo, que mereça de fato o esforço de uma investigação científica. Desta forma, a formulação do problema deve apresentar as seguintes características: 1) conscientização de um problema; 2) tornar este problema significativo e delimitá-lo; 3) formular este problema delimitado em forma de uma pergunta.
b) Elaborar uma hipótese: para os autores, hipótese é a passagem da formulação de um problema percebido pessoal e sensivelmente em relação ao contexto vivido pelo pesquisador e que, a partir de aproximações através da leitura e comparações iniciais do problema, chega-se a uma pergunta mais madura e efetiva, racional quanto à possível solução do problema delimitado. O mesmo é provisório, mais como um fator orientador do que pré-resposta ou conhecimento a priori. Para tanto, é preciso que este processo apresente as seguintes ações: 1) analisar os dados disponíveis; 2) formular a hipótese tendo consciência de sua natureza provisória; 3) prever suas implicações lógicas. Neste último item, “prever” não tem a conotação de prever conforme no modelo clássico de ciência, mas no sentido de exercitar a imaginação como fator construtivo de proposição provisória de construção da solução possível ao problema apresentado.
c) Verificar a hipótese: após estabelecer a hipótese em forma de pergunta, fato que surge a partir da delimitação do problema, da aproximação do objetivo que vem da revisão da literatura e dos dados preliminares, passamos para a etapa da verificação, da confirmação ou não da hipótese. Tal procedimento é pertinente e permite um caminhar investigativo ordenado, onde a formulação das conclusões tem apoio e referência, não só teórica, mas lógica. Ao elaborar uma resposta provisória, ao verificar, olhar, escutar e interpretar o que os dados da realidade têm a dizer, poderemos fazer o exercício de confirmar ou não a hipótese estabelecida. Apresentar os elementos constitutivos deste processo investigativo de forma objetiva, direta, clara, aprofundada e fundamentada. Para tanto, esta etapa requer: 1) decidir sobre novos dados necessários; 2) recolhê-los; analisar, avaliar e interpretar os dados em relação à hipótese estabelecida.
d) Concluir: por fim, a verificação possibilitará a inferência de vários dados que permitiram proceder com as seguintes ações: 1) invalidar, confirmar ou modificar a hipótese; 2) traçar um esquema de explicação significativo; 3) quando possível, generalizar e concluir e acrescentamos outro elemento de vital importância nesta etapa; 4) possibilita elaborar proposições de melhor aplicação das informações e conhecimentos construídos no processo investigativo, possibilitando elucidar ações que poderão servir para intervenção e transformação da realidade.
Este método também permite perceber o processo de transformação de dados em informação e de informação em conhecimento, o que favorece a tomada de decisões. O mesmo parte sempre de uma fonte, (problema/problematização) dela extrai os dados, (estes) os quais por sua vez sofreram um tratamento organizativo, que dará a eles forma e sentido, gerando uma certa quantidade de informações que, devidamente tratadas, possibilitarão a construção de um determinado conhecimento.
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Dessa forma, é possível elaborar um processo de transformação de dados em informação, informação em conhecimento, o qual poderá permitir a tomada de decisão quanto ao (que fazer com tal conhecimento.) uso que se possa fazer dele.
Isso irá gerar novos dados, novas informações e novos conhecimentos e novas ações. Estes processos buscam, nas fases de tratamento e transformação de dados para informação e informação para conhecimento, estabelecer a compreensão dos mesmos face a um contexto mais amplo, o que permite ler e compreender a realidade de forma multifacetada e, portanto, em suas múltiplas determinações, internas e externas do fenômeno estudado, abraçando tanto elementos objetivos como subjetivos, unos e múltiplos, simples e complexos.
A partir desta compreensão quanto à caracterização do que seja científico na atualidade, podemos ter um parâmetro e referencial quanto ao que possa ser considerado científico, no caso em foco o processo de abordagem do coaching, e a aplicação do método clínico no coaching, o que passamos a apresentar com mais detalhes a seguir.
COACHING – ATUAL CONFIGURAÇÃO E PRINCIPAIS FUNDAMENTOS
A palavra Coaching é de origem inglesa que significa treinamento. No entanto, atualmente, Coaching é entendido como um processo de orientação voltado para a ação, um processo que ajuda a pessoa a mudar, da maneira que ela quer e a caminhar na direção que desejar.
Neste sentido, Coaching é o processo de desenvolvimento de competências. Competência é entendida como a capacidade de agir, de realizar ações em direção a um objetivo, metas e desejos. É um processo de investigação e reflexão, de descoberta pessoal de fraquezas e qualidades, de aumento da consciência de si e da capacidade de responsabilizar-se pela própria vida com estrutura e foco.
Outro termo muito utilizado nesta área é o Coach, que literalmente significa "técnico" em inglês, e é o profissional especializado no processo de desenvolvimento do coaching. É o coach que conduz e facilita o processo, levando o cliente a refletir, chegar a conclusões, definir ações e, principalmente, agir em direção a seus objetivos, metas e desejos.
Curiosamente, a palavra coach, em inglês medieval significa também um veículo utilizado para transportar pessoas de um lugar a outro, o que em certa medida é o que o Coach faz na relação com seu cliente, ou seja, transporta seu cliente de um estado presente para um estado desejado. Cliente é a pessoa ou organização que solicita os serviços de coaching. O cliente também recebe a denominação de coachee. Historicamente, grande parte dos estudiosos apontam que o coaching surge em meados dos anos de 1970 no meio esportivo, em específico no Tênis, e posteriormente esta lógica foi adaptada para o campo corporativo, dando as bases para outras abordagens.
Segundo a Federação Internacional de Coaching (ICF-International Coach Federation), que é uma referência mundial no assunto, define coaching da seguinte forma: “O Coaching Profissional é um relacionamento continuado de alto nível que auxilia as pessoas a produzirem resultados extraordinários em suas vidas, carreiras, negócios ou organizações. Através dele, os clientes aprofundam seus conhecimentos, aumentam sua performance e aprimoram sua qualidade de vida. A cada reunião o cliente escolhe o foco da conversa, enquanto o coach escuta e contribui com observações e perguntas.” (Cf. www.coachingfederation.org).
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Existem vários tipos de coaching, os mais divulgados na atualidade são: 1) Coaching Executivo, que trabalha os aspectos de liderança e motivação de equipes para executivos e chefias intermediárias; 2) Coaching Empresarial, que foca as ações de desenvolvimento de equipes na busca de resultados e metas objetivas de desempenho profissional e produtividade; 3) Coaching Pessoal ou de vida, que procura focar o problema e insatisfação presente, clarear as possíveis alternativas de intervenção e estabelecer metas precisas e os meios para alcançar essas metas e resultados efetivos, melhorando a qualidade de vida e satisfação pessoal, 4) Coaching de carreira, que ajuda a planejar a mudança de atividade, novos rumos da carreira ou na escolha de uma nova ou da primeira carreira.
O principal papel do coaching é: 1) ajudar a mostrar as condições da atual estrada (vida) em que o cliente está andando; 2) aponta opções e ajuda a tomar uma nova estrada que seja de seu desejo e interesse; 3) auxilia e apóia o cliente a persistir na busca de mudança e alcançar suas metas. Ainda segundo a (FIC), a responsabilidade do coach consiste em: 1)Descobrir, esclarecer e alinhar-se ao que o cliente deseja atingir; 2) Encorajar o auto-conhecimento e as descobertas do cliente sobre si mesmo e suas capacidades; 2) Extrair as estratégias e soluções desenvolvidas pelo próprio cliente; 3) Manter a responsabilidade do cliente pelo processo e acompanhá-lo com seriedade.
O coaching, não deve ser confundido com outras abordagens, principalmente com terapia. Essa, por sua vez, procura entender o problema do paciente buscando no passado as razões de seus conflitos e dilemas. Já o coaching, foca o presente e estabelece estratégia para o futuro, e dá ênfase em clarear objetivamente as metas e os meios de mudança. Logo, a terapia enfatiza a busca do “por quê”, o coaching, enfatiza “o quê”, o cliente quer, “como” ele pode chagar lá, e “quando” ele quer alcançar esta meta. O coach (treinador) deve ser um profissional preparado principalmente quanto às habilidades de observar, ouvir e orientar, pois as respostas não são dadas por ele, mas pelo cliente. O coach é somente um facilitador, e para tanto utiliza várias ferramentas e estratégias para dar (feedback´s) feedbacks (retornos) significativos e auxilia seu cliente rumo ao sucesso, o que significa alcançar seu desejo e realizar seu sonho para ter uma melhor qualidade de vida. O que se pode constatar é que, metodologicamente, o coaching apresenta uma estrutura básica, mas não (se fecha) fechada, permitindo a partir desta estrutura híbrida adaptar várias formas de abordagens, tanto para pessoas como para grupos e organizações. Por isso se verifica uma gama considerável de tipos e abordagens teóricas de coaching, entre os quais destacamos, coaching com PNL (LANGES, O´CONNOR, 2004), coaching como orientação e treinamento (PORCHÉ, NIEDERER, 2002); coaching integral (SHERVINGTON, 2005), coaching e liderança (DI STÉFANO, 2005; GOLDSMITH, LYONS e FREAS, 2003). Todas essas abordagens apresentam uma estrutura e uma base metodológica que pode ser expressa e resumida da seguinte forma:
1. Atender o cliente em suas necessidades, explicar e esclarecer o processo de coaching e estabelecer um vínculo de confiança entre coach e cliente;
2. Administrar as expectativas, ser objetivo quando ao processo;
3. Avaliar o cliente, obter informações sobre ele;
4. Descobrir a preocupação imediata do cliente, seu estado atual;
5. Desenhar a aliança e comprometimento de trabalho entre cliente e coach;
6. Objetivar os aspectos práticos do processo de coaching, modo de trabalho (sessões, honorários, tempo, prazo, etc.);
7. Estabelecer metas exeqüíveis, estado desejado e sonho a ser realizado;
8. Elaborar um plano de ação a partir das metas e objetivos claros;
9. Elencar as tarefas que deverão ser realizadas durante as sessões até alcançar as metas e objetivos delineados;
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10. Monitorar, avaliar, corrigir e realizar a passagem e consolidação entre estado atual, início do coaching, e estado desejado/sonhado/alcançado e com isso realizar o término do processo.
Em cada fase desse processo, são usadas várias técnicas que visam principalmente:
a) clarear as reais necessidades e problemas do cliente:
b) identificar se a situação apresentada é para ser tratada no coaching ou em outra modalidade, tipo terapia;
c) saber fazer escolhas, estabelecer prioridades, tomar decisões;
d) avaliar posições atuais, pontos fortes e fracos, e impacto das decisões;
e) estabelecer ações que sejam pertinentes e elaborar metas e estratégias adequadas a cada problema delimitado.
Uma das obras mais significativas e com uma ampla gama de técnicas é o trabalho de LANGE E O´CONNOR,(2004) que através da PNL, (Programação Neurolinguistica), uma teoria da comunicação não verbal, que usa os conhecimentos da área da neurologia, que estuda o como a nossa mente produz o pensamento, da lingüística, que estuda a forma como usamos a linguagem e como ela nos afeta, e a programação, que estuda o como organizamos nossas ações para alcançar nossas metas.
Com isso, a PNL procura efetuar uma interpretação da comunicação não convencional do ser humano em suas várias interações no sistema humano. Neste processo são exigidas algumas habilidades fundamentais, entre elas: saber ouvir, saber observar, correlacionar, saber perguntar, dar feedback, visão estratégica, capacidade de organização, e principalmente saber estabelecer uma relação de confiança entre o coach e seu cliente, o que é denomina de rapport.
A atividade de coaching está pautada em alguns pressupostos, dos quais destacamos os principais: a) todas as pessoas têm os recursos que precisam ou podem adquiri-los; b) as pessoas optam pela melhor opção possível naquele instante; c) o comportamento humano é premeditado; d) a mudança só ocorre pela ação; e) o coach é um facilitador, quem de fato produz resultado é o cliente; f) a mudança pressupõe trabalhar três grandes áreas: metas objetivas, ou seja, focar o que o cliente quer e como alcançar; valores, saber o que é mais importante e valioso para o cliente; crenças, eliminar opiniões limitantes e fornecer novas crenças de crescimento através de feedback positivo; g) as mudanças e resultados de desenvolvimento ocorrem por processos de aprendizado; h) o processo de coaching é relacionado aos processos de interação, comunicação e relacionamentos humanos; i) o cliente tem um modo de ler a realidade e esse modo é definidor da amplitude ou não das ações de mudança; j) O cliente é um ser complexo que está inserido num contexto paradoxal, logo a visão do mesmo deve ser abrangente e holística.
Esta exigência faz com que a recorrência ao paradigma e pensamento sistêmico, seja uma constante, pois essa perspectiva se apresenta como uma lógica que altera o modo binário de raciocínio linear de causa e efeito, que se caracteriza por uma relação de antagonismos. A perspectiva sistêmica, favorece um novo olhar e abre novas frentes de leitura da realidade. Segundo KOURILSKY-BELLIARD ( 2004, p.76) , “ O modelo sistêmico centra-se nas interações dos elementos de um sistema, ao invés de em seus elementos isolados [...] dedica-se à leitura de suas interações e de suas conexões múltiplas.”
Trata-se de uma lógica conectiva que privilegia a multiplicação, inclusão e a combinação de variáveis que fazem parte de um mesmo sistema. Neste sentido, essa perspectiva é adequada ao processo de coaching principalmente por sua preocupação não analítica disjuntiva, mas por sua preocupação inclusiva e conectiva, o que permite dar maior ênfase no aqui e agora, e não no passado, tem a visão no
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presente com interesse em mudar o futuro, ou seja, “... o futuro também orienta o presente que, por sua vez, prepara o futuro e modifica nossa visão do passado” (idem, p. 92).
No Brasil existem vários cursos, destaque para o curso oferecido pela Lambent do Brasil, que é parceira da ICC, Comunidade Internacional de Coaching (Cf. www.lambentdobrasil.com.br). Decorrente a complexidade da própria vida, e seus inúmeros desafios, esse serviço e modalidade está em pleno crescimento, apresentando-se na atualidade como uma ferramenta e um processo alternativo e rico para melhoria da qualidade de vida das pessoas que procuram esse tipo de serviço e do maior desempenho das organizações. Segundo dados do site olacoach (Cf. www.olacoach.com/noticias), uma pesquisa realizada nos Estados Unidos em 2001 junto à “ Fortune 500” , lista das empresas mais bem sucedidas dos E.U.A que utilizaram o coaching, revelam alguns dados e resultados interessantes, vejamos alguns.
• Incremento em 53% em sua produtividade;
• Melhora no atendimento ao cliente em 39%;
• Redução de custos em 23%;
• Além de melhorar o trabalho em equipe, gerenciamento dos lideres, redução de conflitos e no relacionamento com os clientes.
Outro levantamento sobre o perfil mundial dos coachees realizado pela Federação Internacional de Coaching em 2004 (Cf. www.coachfederation.org) apresenta um mapa e caracterização dos profissionais e de suas atividades, ressaltamos as seguintes:
• 65% são profissionais norte-americanos, principalmente das regiões de Califórnia, New York, Washinton, Virginia e Texas;
• De outros paises em proporção menor, temos: 26% Canadá, 26% Reino Unido, 15% Austrália, 4% França, 3% Alemanha e Espanha com 1,6%.
• É uma profissão jovem, 72% atuam na área há 5 anos ou menos;
• A origem dos profissionais: 41% consultores, 30% executivos, 31% diretores, 16% professores, 13% conselheiros, 14% vendedores;
• A duração das sessões de coaching é de 30 minutos a 1 hora, para 85% e mais de uma hora para 11%;
• Método principal de atendimento: 63% telefone e 34% pessoalmente;
• A forma de divulgar os serviços de coaching varia entre: 39% seminários e palestras cobradas; 30% página na web; 30% apresentações gratuitas; 25% seminários e palestras gratuitas, 25% apresentações pagas; 22% publicações de artigos; 16% publicidade;
• A cobrança dos serviços é diversificada, em US$/hora: 27% cobram de 100 a 149 , 19% de 150 a 199; 16% de 200 a 299 e 14% de 75 a 99;
• Perfil de clientes: 88% adultos em geral; 74% mulheres; 47% diretores, 46% executivos.
Tais dados mostram o poder de influência e impacto do coaching, que se apresenta na atualidade como uma das ferramentas de desenvolvimento humano e organizacional mais efetivos, pois apresenta resultados imediatos e permanentes, por trabalhar na perspectiva do aprendizado contínuo e do empedramento dos sujeitos, fazendo com que em cada sessão, seja individual ou grupal, sejam absorvidas novas habilidades e competências que são aplicadas no cotidiano das pessoas e das organizações. A seguir, veremos alguns elementos de cientificidade e comparar com alguns elementos
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do processo de coaching, apresentados num quadro comparativo, o que nos ajudará a fazer a análise proposta.
COACHING - UMA ANÁLISE COMPARATIVA DE ASPECTOS CIENTIFICOS
A fim de facilitar nossa análise, elaboramos um quadro analítico-comparativo entre o referencial científico através dos elementos do método cientifico, das etapas de uma investigação cientifica e da estrutura de algumas abordagens de coaching a fim de identificar se existe ou não base cientifica no processo de desenvolvimento do coaching.
Para a análise, elaboramos nove colunas, cada uma com um indicador de analise, sendo que a coluna 1 e 2 são referenciais para as demais, ou seja, da coluna 3 a 9 são estruturas metodológicas do processo de coaching de vários autores. Como já sinalizado uma análise epistemológica poderia ter vários parâmetros, no entanto estamos privilegiando um aspecto, que consideramos de maior importância, o metodológica. Tal recorte se deve-se à nossa hipótese inicial, ou seja, “ o coaching apresenta alguma base cientifica”, e como vimos, um dos fatores de maior referencia de cientificidade é o método e as etapas de investigação, logo, a coluna 1 e 2 são referenciais para as demais. Com isso não queremos criar uma análise linear, mas dar parâmetros mais concretos de avaliação de cientificidade, como melhor pode ser observado no quadro – 01.
QUADRO 1: ANÁLISE COMPARATIVA DOS ASPECTOS DE CIENTIFICIDADE DO COACHING

 1
Método
Científico
2
Etapas da investigação
3
Coaching
Com PNL *
4
Modelo Erickson College, Canada **
5
Roteiro de Coaching ***
6
Coaching Performance
****
7
Coaching em seis passos
*****
8
Coaching de Alavancagem
******
9
Coaching Integral
*******
Problema
a) descobrimento do problema; b) colocação precisa do problema,
Rapport
O que você quer
Relacionamento
Objetivo/Meta
Pense sobre o pensamento
Domine seu universo
Processo de coaching
Hipótese
c) procura de conhecimentos ou instrumentos relevantes ao problema;
Questão imediata
Com você pode conseguir isso
Contrato por resultados
Realidade
Abrir os ouvidos
Administre seus dons
Quatro Quandrantes
Verificação
d) Tentativa de solução do problema com auxilio dos meios identificados; e) invenção de novas idéias; f) obtenção de uma solução; g) investigação das conseqüências
Objetivos, valores, crenças
O que pode impedi-lo
Ação
Alternativas
Seja objetivo ao falar
Satisfaça suas necessidades
Linhas de desenvolvimento

Fonte: Elaborado pelo autor em dezembro de 2006 a partir das seguintes obras:
(*) LAGES; O´CONNOR (2004, p. 89)
(**) DINIZ (2005, p. 86)
(***) PORCHE; NIEDERER (2002, p. 24)
(****) WHITMORE (2006, p.54)
(*****) ROCK (2006, p.26)
(******) BLANCHARD; HOMAN ( 2006, p. 29)
(*******) SHERVINGTON, 2005, p.10)
AS PRINCIPAIS CONCLUSÕES
Iniciamos nossa investigação com a seguinte problematização: o coaching tem alguma base cientifica. Tendo como principal hipótese de trabalho: sim, o coaching apresenta aspectos de cientificidade, e como forma de verificação em seguida, elaboramos um quadro referencial comparativo de elementos epistemológicos de cientificidade e um outro com os principais elementos de fundamentação do coaching a partir da seleção de algumas obras de maior relevância, o que permitiu inferir vários elementos de vital importância, a saber:
a) A principal é a constatação de que a hipótese inicial foi comprovada em grande medida, mas não em sua totalidade, pois de forma implícita o processo de coaching apresenta muitos elementos da abordagem cientifica, como mostramos no quadro analítico-comparativo, no entanto ainda não apresenta uma consistência maior em seu arcabouço teórico e a metodologia ainda esta em construção, apesar de apresentar um certo padrão entre as várias abordagens existentes;
b) A segunda constatação é que estes fatos levam a considerar que o coaching pode ser como uma arte e como uma ciência do desenvolvimento humano e organizacional do século XXI;
c) Exemplificando a afirmação anterior, o jornalista Schwartz, num artigo intitulado “Bach, Einstein e o novo trabalho” (Cf. www.aprendiz.org.br), apresenta as seguintes distinções, que nos auxiliam a compreender a nossa afirmação sobre o coaching ser uma arte e ser uma ciência. Segundo esse autor, Einstein representaria a ciência, pois descobriu uma das mais brilhantes e importantes teorias, a da relatividade. No entanto, se Einstein não tivesse feito esta descoberta, com certeza outros cientistas a teriam descoberto, pois os avanços científicos e tecnológicos estavam levando para esta direção. Bach foi um dos maiores músicos e compositores da música clássica, representa a arte, e segundo Schwartz, se Bach não tivesse existido, sua obra também não teria sido conhecida, pois a obra o talento de Bach são únicos.
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d) Logo, verificamos que todas as definições de coaching centram seu entendimento no fator humano, na habilidade e competência do agir criativo, inovador, fator esse da própria natureza humana, que diferentemente dos outros animais que têm em seus corpos a determinação de um código genético determinado ao nascer, viver e morrer, pelo contrário o ser humano é o único capaz de dizer não à sua proporia trajetória.
e) Esta capacidade o torna ao mesmo tempo o artista de sua própria vida, onde e a partir de suas qualidades, criatividade e inovação pode dar um toque todo especial ao que faz. O mais fascinante é que uma mesma atividade e processo podem ser repetidos por várias pessoas, mas cada um dará o seu toque, a sua marca, a sua assinatura neste ato de fazer, processar, construir.
f) Essa dimensão e característica são encontradas no coaching, pois as atividades podem ser feitas por qualquer pessoa que se propõe a estudar, se qualificar, mas nada será igual, idêntico, pois cada homem e mulher têm o seu jeito de ser, de fazer.Como procuramos mostrar, o coaching apresenta uma estrutura básica flexível que permite esse toque humano que só a arte, que é típica característica do ser humano, possibilita surgir e fazer diferença.
g) A dimensão da ciência é aqui entendida em seu sentido estrito, forma de conhecer, de saber, de racionalizar o ato de apropriação do real e não necessariamente no sentido amplo, ciência como um conjunto de métodos e técnicas próprias e que compõem as áreas do saber humano, em outras palavras e como já apresentamos, um fazer científico moderno, aberto, plural, flexível, fundamentado, mas que pode ser replicado por outras pessoas, na medida em que há disposição para o estudo e aprimoramento intelectual e técnico. Isto fica mais claro quando observamos em nosso quadro os seguintes pontos de maior evidência: 1) Os itens 5,6 e 7 apresentam os componentes essenciais do método científico, mesmo apresentando nomenclaturas diferentes; 2) O início do processo de cada proposta, sempre é com uma problemática ou questão de maior importância, o que equivale à problematização ou problema do método cientifico; 3) O propósito é sempre clarear os fatos e objetivar as ações, o que faz parte da natureza do método cientifico e da investigação cientifica; 4) Apresenta-se como um processo constante de aferição, indagação, e profunda reflexão sobre a realidade como fator base de trabalho para elaboração de ações efetivas de intervenção e mudança; 5) A verificação está nitidamente explicitada nos processos, e o uso de várias técnicas para sua realização, fator esse de maior importância para a clareza de decisões que serão tomadas, o que só pode ocorrer quando se opera o processamento e geração de dados em informação, e informação em conhecimento, típico do método cientifico; 6) Em linhas gerais, podemos constatar a presença da cientificidade e dos quatro momentos do método cientifico, através do principal instrumento do coaching que são as perguntas, em específico as seguintes: O que (problema e hipótese), como (verificação) e quando (conclusão).
Neste sentido o coaching se caracteriza como sendo uma ciência e uma arte, pois para dar vida e materialidade a uma idéia, é preciso dominar conhecimentos específicos e ter um arcabouço de conhecimentos e técnicas, típicos da abordagem cientifica, que não só viabilizem, mas também façam isso sem cair no tecnicismo e na frieza do fazer pelo fazer, mas sentir, com clareza do que se quer alcançar, impactar e para isso cabe bem a paixão, o amor, a intuição, a inspiração, coisa que só encontramos na arte. Sendo que ciência no sentido estrito, ação sistematizada de produzir conhecimento, o que leva ao entendimento do coaching ser em termos de abordagem uma ciência do desenvolvimento humano e organização que privilegiam o empoderamento e autonomia dos sujeitos
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participantes do processo, gerando resultados concretos, práticos e de aceleração de aprendizado para mudança com comprometimento e auto-confiança.
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